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Ministério Público denuncia Cida e Richa por abuso de poder

27/08/2018

Procuradoria pede investigação sobre presença de ex-governador em eventos oficiais

 

 

A Procuradoria Regional Eleitoral do Paraná pediu à Justiça a abertura de uma investigação contra o ex-governador e candidato ao Senado, Beto Richa (PSDB), e a atual governadora e candidata à reeleição, Cida Borghetti (PP), pelo abuso de poder econômico e promoção pessoal com fins eleitorais.

A procuradora Eloisa Helena Machado questiona a participação de Richa na liberação de recursos do Estado para diversos municípios, feitos por Cida Borghetti.  Na ação, a procuradora aponta que “fazer publicidade de obras realizadas como sendo de sua responsabilidade, como se governador ainda fosse”.

A ação também cita o prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMN), a prefeita de Fernandes Pinheiro, Cleonice Schuck, o candidato a vice-governador na chapa de Cida, Coronel Malucelli (PMN) e os suplentes de Richa, Nelson Padovani (PSDB) e Maria Iraclesia (PSDB).

Segundo o MPF, houve abuso de autoridade de Cida “ao promover constantes participações do investigado [Beto Richa] em eventos do governo, fazendo crer, em sua maioria, que Carlos Alberto Richa ainda interferiria nos atos de gestão quando, em verdade, este já havia se desincompatibilizado para as eleições de 2018”.

“Extrai-se dos documentos carreados no procedimento em anexo que a atual Governadora do Estado do Paraná, Maria Aparecida Borghetti, por diversas vezes, se utilizou indevidamente de seu munus público em benefício do ora candidato ao cargo de senador, Carlos Alberto Richa, ao promover constantes participações do investigado em eventos do governo, fazendo crer, em sua maioria, que Carlos Alberto Richa ainda interferiria nos atos de gestão, quando, em verdade, este já havia se desincompatibilizado para as eleições de 2018”, diz a procuradora. “Com tal conduta, além de realizar a promoção pessoal de Carlos Alberto Richa, visando ao cargo de senador ora disputado, a investigada buscou se beneficiar com o prestígio conquistado pelo candidato durante sua gestão, em vista da sua atual reeleição”, afirma.

A procuradora diz ainda que apesar de não ser proibida a participação de candidato em eventos públicos nos três meses que antecedem a eleição, “o que se vislumbrou não foi o simples comparecimento do investigado nos atos de governo, mas sim sua participação de forma efetiva e em posição de destaque, uma vez que apareceu em diversas imagens assinando documentos públicos, entregando cheques em nome do governo e fazendo discursos como responsável pelos atos praticados”.

Diante desses fatos, a procuradora eleitoral pede a cassação do registro de candidatura de Richa e Cida e inelegibilidade de todos os citados pelo período de oito anos.

Sobre o pedido, a defesa de Beto Richa afirmou que “a ação não tem cabimento, pois eram eventos públicos nos quais o ex-governador foi convidado e neles não praticou qualquer ato oficial”.

A assessoria da governadora Cida Borghetti afirma que tomou conhecimento pela imprensa do ajuizamento de ação pelo Ministério Público na qual afirma que a participação do ex-governador do Paraná em alguns eventos e solenidades seria irregular. "Não houve da parte da governadora Cida Borghetti qualquer atuação em benefício da candidatura do ex-governador. À época, ambos não eram sequer candidatos. A presença em eventos pontuais e públicos não teve finalidade eleitoral. Os devidos esclarecimentos serão prestados após a notificação, visando demonstrar a improcedência da ação", afirma em nota.

A assessoria de Rafael Greca informou que o prefeito "não foi notificado do pedido do Ministério Público". "Entende que não foi cometido nenhum ato irregular e pretende apresentar sua defesa, após analisar o teor das acusações", diz a nota.

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