Operação prende dez pessoas por descarte irregular de óleo | Notícias do Brasil e do Mundo Hoje | Curitiba | Jornale

Operação prende dez pessoas por descarte irregular de óleo

27/06/2018

Quadrilha agia no Paraná e em mais oito estados

 

 

Dez pessoas foram presas em flagrante durante a megaoperação deflagrada pela Polícia Civil do Paraná na terça-feira (26) em nove estados do país contra empresas que fazem a coleta, armazenamento e o rerrefino de óleo lubrificante usado e contaminado de forma irregular. Cerca de 80 mil litros de óleo queimado foram apreendidos – destes, 44 mil litros foram encontrados numa empresa em Uberlândia, em Minas Gerais, 30 mil litros em São Paulo e cerca de 6 mil litros no Paraná.

Policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE), unidade de elite da Polícia Civil do Paraná, cumpriram 49 mandados de busca e apreensão. A operação, batizada como “Oluc” aconteceu no Paraná, Goiás, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Bahia, Santa Catarina e Minas Gerais.

Dos 49 locais em que a polícia esteve, 26 estavam atuando de forma regular, mas em 12 empresas a Agência Nacional de Petróleo aplicou notificações. Esta é a primeira fase da operação do Cope que tem como objetivo cessar a atuação destas empresas que fazem um descarte ilegal do óleo lubrificante, que é usado, por exemplo, em motores automotivos e em vários processos industriais.

O Cope suspeita da atuação de uma quadrilha que atua em todo o Brasil fazendo a venda de “combustível batizado”, que mistura óleo queimado com Diesel. A legislação ambiental assim como a Agência Nacional de Petróleo prevê a destinação legal para o “óleo queimado”.

“A investigação começou em 2016 com informações de outros estados de que carretas apreendidas com droga estariam transportando óleo contaminado. O Brasil consome cerca de 1 bilhão de litros de óleo lubrificantes por ano e só cerca de 40% chega para as empresas cadastradas pela ANP para fazer o devido rerrefino, segundo padrões da legislação”, explica o delegado titular do Cope, Rodrigo Brown.

“Existe uma máfia que compra este óleo e acaba dando uma utilização diversa e danosa ao meio ambiente. Geralmente eles misturam óleo ao diesel e acabam utilizando como combustível para caminhões, caldeiras, indústrias, ou seja, queimando este óleo novamente causando um enorme dano ambiental”, completou Brown.

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