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Projeto oferece oficinas de cerâmica indígena nas escolas

06/06/2018

Alunos do ensino fundamental de Curitiba vão receber os ensinamentos

 

 

Tauá significa argila em Tupi Guarani e a iniciativa, além de promover o exercício e a valorização do trabalho artesanal, visa destacar a importância, a beleza e a riqueza da cultura indígena brasileira, em especial a cultura da cerâmica. O entusiasta desta ideia e criador do projeto é o artesão, arte educador e músico Fabio Mazzon, que desde 2004 produz peças de cerâmica a partir de pesquisas de técnicas ancestrais de modelagem e decoração utilizadas por povos originais e indígenas brasileiros. Além de Mazzon, outro ministrante da oficina é o artesão e pedagogo Pietro Rosa que há anos desenvolve trabalhos com crianças, inclusive com necessidades especiais.

“A argila, como material, é um elemento natural que oferece muitas possibilidades: alimenta a fantasia, exercita a paciência, a concentração, estimula a imaginação, o espírito criador, a sensibilidade e ainda desenvolve o conhecimento cognitivo e a psicomotricidade”, destaca Mazzon. “Tendo como referência a cultura e a sabedoria dos nossos povos nativos ancestrais, decifrando mistérios, dominando técnicas e colocando as mãos na massa, as crianças terão a oportunidade de reconhecer sua capacidade de criar, reproduzir e produzir, tendo a argila como elemento para sua expressão individual”, complementa.

O formato da oficina será sempre o mesmo em todas as escolas. Os alunos serão recepcionados ao som de músicas indígenas tradicionais de diferentes etnias, tendo como ambientação um cenário composto por imagens que retratam a técnica do acordelado, técnica utilizada na oficina, comum à quase totalidade das comunidades indígenas e também peças originais de adornos e artefatos (cocar, colares, cintos, instrumentos musicais, zarabatana, cerâmicas...) confeccionados por diferentes povos indígenas (Guarani, Kaingang, Fulni-ô, Yanomami, Tikuna, Baniwa etc.) de diferentes regiões do país. As crianças serão introduzidas ao tema a partir de histórias e mitos sobre a argila e bate papo sobre a diversidade dos povos indígenas brasileiros, sua riqueza, importância e sabedoria. Cada criança confeccionará uma peça que poderá ser levada para casa. A duração da oficina é de 1 hora e 40 minutos.

Os educadores também serão beneficiados com duas oficinas onde receberão conhecimentos históricos e culturais da utilização da cerâmica pelas culturas indígenas e mundial e realizarão atividades práticas de manipulação da argila utilizando a mesma técnica de confecção, o acordelado,  a fim de multiplicar as ações propostas pelo projeto.

“A possibilidade de confeccionar algo com as próprias mãos é extremamente saudável e fundamental para o desenvolvimento humano. Esse tipo de atividade não só estimula a valorização das artes manuais, mas também a criatividade e a socialização”, declara Rosa.

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