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Ataque do PCC contra ônibus deixa Paraná em alerta

05/06/2018

Mais de 20 ônibus foram incendiados em Minas Gerais

 

 

Em 24 horas, mais de 20 ônibus foram incendiados em 17 cidades de Minas; um ônibus foi queimado em Natal e um PM acabou assassinado. Os primeiros ataques em mais de um Estado da história da facção acabaram definidos por líderes locais

Os ataques contra ônibus em Minas e no Rio Grande do Norte, além da execução de um policial militar em Parnamirim (RN), foram ordenados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Os atentados simultâneos – os primeiros da história da facção – acabaram determinados na semana passada e deveriam envolver ainda outros dois Estados, cujas forças de segurança estão de prontidão.

Em 24 horas, mais de 24 ônibus foram incendiados em 17 cidades mineiras. Um ônibus foi queimado em Natal e um PM acabou assassinado. Os ataques simultâneos em mais de um Estado foram decididos pelo “resumo dos Estados”, os bandidos responsáveis pela facção em cada unidade da Federação, depois de consulta feita à Sintonia dos Estados, setor do PCC que cuida da organização fora de São Paulo.

“O plano inicial era fazer uma manifestação pacífica em Natal contra o que os bandidos chamam de opressão no complexo prisional de Alcaçuz (em Nísia Floresta, na Grande Natal)”, afirmou um dos responsáveis pelas investigações contra o PCC. Mas a direção do “partido” no Estado decidiu que a manifestação não teria o efeito desejado e decidiu atacar. A mesmo decisão se estendeu a Minas e a dois outros Estados que teriam problemas em cadeias.

“Os bandidos diziam que era para ir para cima de policiais e agentes prisionais e pôr fogo em ônibus. As forças de segurança desses Estados foram avisadas e estão de prontidão”, informou o investigador. Em Minas, a facção tem 1.432 filiados e no Rio Grande do Norte há 798 bandidos ligados ao grupo.

Detectado em São Paulo, onde a facção não pretende atacar, conforme as informações interceptadas, o plano foi confirmado pelas forças de segurança dos Estados. Primeiramente, os bandidos agiram em Natal, no sábado, quando assassinaram o PM Kelves Freitas de Brito. Em outro caso, policiais mataram dois suspeitos que tentaram fugir. Na capital do Estado, os criminosos incendiaram um ônibus, o que fez as empresas do setor recolherem a frota.

Nesta segunda-feira, 4, foi a vez de Minas, onde os bandidos começaram os ataques durante a madrugada. Entre as cidades atingidas está Passos, onde a Câmara Municipal foi atacada. Ali os bandidos atiraram na direção de um quartel da PM e, por fim, incendiaram ônibus em outras cidades do sul de Minas – houve ataques em Alfenas, Varginha, Guaxupé e Pouso Alegre.

Em Uberaba e Uberlândia, no Triângulo Mineiro, também foram registrados atentados, bem como na capital Belo Horizonte. Em muitos casos, os criminosos agiram de forma parecida ao que aconteceu em Pouso Alegre na noite do domingo. Eles pararam o ônibus, pediram para todos descerem e atearam fogo ao veículo. “Eles prometem R$ 15 a cada moleque que participa da queima de ônibus. A ordem é mandar descer todo mundo e queimar o veículo”, afirmou um delegado da área da inteligência.

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