Pastores são presos por golpe de R$ 15 milhões em Goiás | Jornale

Pastores são presos por golpe de R$ 15 milhões em Goiás

20/05/2018

Delegado diz que dupla alegava que havia ganhado um título de R$ 1 bilhão

 

 

Os pastores evangélicos Alencar Santos Buriti e Osório José Lopes Junior foram presos, na sexta-feira (18), suspeitos de obter R$ 15 milhões aplicando golpes em fieis de Goianésia, na região central de Goiás. Segundo a Polícia Civil, a dupla alegava que havia ganhado um título de R$ 1 bilhão, mas precisava reunir fundos para conseguir recebê-lo. Um terceiro suspeito também foi detido.

O delegado Marco Antônio Maia Júnior, responsável pelas investigações, afirmou que para receber o dinheiro das vítimas, os religiosos prometiam a quem colaborasse, lucros de até 10 vezes do valor aplicado. Ele revelou que moradores chegaram a vender a própria casa para ajudar os pastores, e fazer o investimento.

“Eles alegavam, e continuam com esta versão, que ganharam o título bilionário depois de fazer orações para o filho de um fazendeiro rico de Roraima, que teria alcançado a graça desejada. Os pastores afirmavam que precisavam agalhar fundos para montar um escritório de cobrança e receber os recursos”.

O advogado de defesa dos religiosos, Edemundo Dias, disse que teve acesso ao inquérito na sexta-feira e que ainda está o analisando. Dias afirmou que os clientes colaboraram com as investigações, por meio de depoimentos, e que, do ponto de vista da defesa, não há motivo para eles permanecerem presos.

“Estamos examinando o inquérito. Eles alegam que tem um crédito e tem um contrato de confidencialidade. Além disto, afirmam que as pessoas que emprestaram, emprestaram conscientemente, ou seja, eles não enganaram ninguém. Vamos solicitar a revogação da prisão, para que eles respondam em liberdade e possam saldar a dívida com os credores”, disse o advogado.

Os pastores Alencar e Osório foram presos no âmbito da Operação Habacuque, deflagrada na manhã de sexta-feira, em Goianésia e Leopoldo de Bulhões, na Região Metropolitana de Goiânia. Além dos líderes religiosos, um fiel, identificado por Adilson Ney Lopes, foi preso suspeito de ajuda-los no esquema.

A investigação apontou que os dois pastores ostentavam dinheiro e poder, em Goianésia. Segundo o delegado, o pastor Osório morava em uma casa de luxo na cidade, e chegava a alugar helicóptero para viajar da cidade para outras regiões. A Polícia Civil identificou, por meio da quebra do sigilo bancário, que os religiosos movimentaram R$ 20 milhões no banco.

“É uma quantia vultuosa que ainda não conseguimos identificar onde foi parar. Mas eles tinham uma conduta de muita ostentação na cidade. Um deles chegava a ter 5 seguranças dentro de casa. Eles fundaram uma empresa fictícia com capital de R$ 1 bilhão. Enfim, não só criaram uma situação de que tinham muito dinheiro, como mantinham tudo isso com recursos dos fieis”, explicou.

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