Henry Chinaski, Arte e Estilo em Crônicas de um amor Louco | Notícias | Curitiba | Jornale

Henry Chinaski, Arte e Estilo em Crônicas de um amor Louco

20/04/2018

Filme “Crônicas de um Amor Louco”, está entre os mais significativos sentidos do que é arte e a própria vida, segundo Chinaski (Bukowski)

A primeira adaptação da obra de Bukowski largamente conhecida vem da Itália, com o diretor Marco Ferreri, que também dirigiu o filme “A Comilança”. Neste filme Ben Gazzara interpreta um poeta alcoólatra e rebelde, alter ego do escritor, que vaga pelo submundo de Los Angeles até conhecer uma prostituta autodestrutiva (Ornella Muti), com quem inicia um romance incomum e logo se transforma em tragédia.

Resumo - Sob o signo da solidão, do isolamento, da alienação e da marginalização, o que temos aqui são reflexões sobre personagens que desistiram da sociedade e talvez de si mesmos. A essas massas silenciosas geralmente rotuladas como ‘bêbados’, ‘vagabundos’ e ‘perdedores’, Bukowski empresta sua voz (áspera de cigarro e destilados) e mostra que, sim, também essas pessoas têm esperanças, anseios e até mesmo sonhos, ainda que esses sonhos não se enquadrem nos padrões normalmente aceitos. Nestes contos, afloram toda a verve e todo o humor cáustico do autor, para o qual não há assunto tabu e nenhuma escatologia da miséria humana é desprovida de interesse.

Muitas histórias são narradas e protagonizadas por Henry Chinaski, o alter ego do escritor (em torno do qual giram cinco dos seus romances). É o caso, por exemplo, do conto ‘Política’, em que Chinaski banca o nazista na escola, em plena Segunda Guerra, pois não aguenta mais ouvir discursos patrióticos pró-aliados; e ‘Lembra de Pearl Harbor?’, em que é recusado pelo exército americano durante a mesma guerra, num dos mais marcantes episódios de marginalização da sua vida.

 

(Abaixo - Discurso que aparece na primeira cena do filme)

 

“Chega de papo-furado e vamos direto ao que chamamos de “Arte”…
Estilo.
Estilo é a resposta de tudo.
É um jeito especial de fazer uma tolice ou algo perigoso.
Antes fazer uma tolice com estilo, do que algo perigoso sem estilo.
Fazer algo perigoso com estilo é o que eu chamo de arte.
Uma tourada pode ser arte.
O boxe pode ser arte.
Amar pode ser arte.
Abrir uma lata de sardinha pode ser arte.
Poucos têm estilo.
Poucos mantêm o estilo.
Já vi cães com mais estilo que os homens, apesar de que poucos cães têm estilo.
Gatos tem mais estilo.
Quando Hemingway estourou seus miolos, teve estilo.
Há pessoas que dão estilo.
Joana D’Arc tinha estilo.
João Batista, Jesus, Sócrates, César, Garcia Lorca.
Conheci homens na prisão com estilo.
Conheci mais homens na prisão com estilo do que fora.
Estilo faz a diferença.
O jeito de se fazer.
O jeito de ser feito.
Seis garças tranquilas na beira de um lago ou você,
saindo nu do banheiro sem me ver.”

 

Veja um fragmento do filme

 

Compartilhe no Facebook
Compartilhe no Twitter
Please reload

Destaques JORNALE
Please reload

Site de Notícias de Curitiba / Paraná

Jornale: edson@jornale.com.br

              redacao@jornale.com.br

WhatsApp: (41) 8713-4418

Correio Paranaense / Jornal do Ônibus

comercial@jornaldoonibusdecuritiba.com.br

Tel. 41 3263-2002

Editorias

Editais

Siga Jornale

  • Pinterest