Max Baer, O medo não esteve presente depois do gongo | Notícias | Curitiba | Jornale

Max Baer, O medo não esteve presente depois do gongo

17/04/2018

Uma luta que surpreendeu os fãs de boxe, quando Braddock derrotou o campeão, Max Baer, em 13 de junho de 1935. Ambos os homens eram americanos

Max Baer: "Eu defino medo como estando no ringue de Joe Louis e sabendo que ele quer ir para casa mais cedo".

 

Mas neste post será falado de Baer, note que ele está usando a Estrela de Davi em seus shorts de boxe. Seu pai era judeu, embora Baer tenha sido criado como católico (a religião de sua mãe).

Baer usou a Estrela de Davi em seus shorts em diversas lutas, em uma demonstração de orgulho pelo povo judeu em uma época em que a perseguição nazista aos judeus alemães estava apenas começando.

Baer usava a Estrela de Davi depois disso, inclusive nesta disputa pelo título com Braddock, que aconteceu no dia 13 de junho de 1935, no Madison Square Garden Bowl em Long Island City (localizado no bairro de Queens em Nova York).

Um pouco mais da história de Max Baer:

É considerado um dos maiores pugilistas da história, estando na vigésima segunda posição na lista elaborada pela revista “Ring Magazine”, Baer viveria duas grandes tragédias na carreira antes de se tornar campeão mundial dos pesos-pesados.

A primeira aconteceu no seu primeiro ano atuando como profissional no boxe, quando no quinto assalto do combate com Frankie Campbell, Baer encurralou o rival nas cordas e desferiu uma sequência brutal de golpes, provocando o nocaute do mesmo (Campbell ainda receberia um murro avassalador na cabeça poucos assaltos antes). Campbell acabou não resistindo à gravidade dos ferimentos e faleceu logo em seguida.

Abalado pelo acontecimento e sentindo-se culpado, ele abandonou o esporte por vários meses e, mesmo ao retornar, perdeu vários combates por temer machucar seus oponentes.

Ainda refém da angústia que quase o fez abandonar a carreira, ele retornou aos ringues, enfrentando Ernie Schaaf no Madison Square Garden, perdendo por pontos após dez assaltos. Na revanche disputada dois anos depois, Baer venceu Schaaf. Schaaf saiu do combate gravemente ferido e, na luta seguinte, contra Primo Carnera, Schaaf acabaria morrendo três dias depois por conta das lesões provocadas pelos fortes golpes. Mesmo tendo um intervalo de seis meses entre as duas lutas, Baer seria considerado o principal responsável pela morte.

Mesmo com os dois graves acontecimentos, Baer continuaria sua carreira nos ringues e, no ano seguinte a sua última tragédia, conquistaria o título mundial dos pesos-pesados, batendo, ironicamente, Primo Carnera. Baer manteria o título durante quase um ano, quando apenas um dia antes de completar exatos um ano, perderia o título para James J. Braddock, onde, Braddock, com uma idade elevada para o boxe na época, era considerado pela crítica um adversário fácil para Baer.

No filme sobre Braddock, titulado como Cinderella Man, Baer seria interpretado por Craig Bierko, mas tendo sido mostrado no filme como um assassino impiedoso, que zombava e ameaçava seus adversários, o que era totalmente inverso ao perfil de Baer, que era considerado um grande "brincalhão" e com um grande coração.

 

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