Morre a atriz Tônia Carrero aos 95 anos no Rio | Notícias | Curitiba | Jornale

Morre a atriz Tônia Carrero aos 95 anos no Rio

04/03/2018

Ela havia sido internada para se submeter a uma cirurgia simples

 

 

A atriz Tônia Carrero morreu aos 95 anos no final da noite de sábado, na clínica São Vicente, na Gávea, no Rio de Janeiro. Ela havia sido internada para se submeter a uma cirurgia simples, mas houve complicações e a atriz sofreu uma parada cardíaca.

A pedido da família, a clínica não divulgou mais informações. Luísa Thiré, neta da atriz, em entrevista à GloboNews, disse que o desejo da avó era de ser cremada. A cerimônia deve ser realizada na segunda-feira, 5, aguardando a chegada de familiares que vivem no exterior. Tônia já estava com a saúde debilitada, sofria de hiodrocefalia oculta, o que a fez viver reclusa desde 2013.

Tônia nasceu dia 23 de agosto de 1922 no Rio de Janeiro, foi batizada Maria Antonieta Portocarrero Thedim e logo apelidada de Mariinha por seus pais, irmãos e amigos. Lutou para tornar-se Tônia Carrero. “Até bem pouco tempo era feio ser atriz. Era pobre, triste ter na família uma mulher se exibindo no palco, na tela de cinema ou de TV”, contou em seu livro de memória O Monstro dos Olhos Azuis (LPM). Seu pai era militar e alcançou a patente de general. Seus irmãos seguiram a mesma carreira. Só ela, contrariando toda a família, inclusive a mãe, optou pela arte.

Ainda bem jovem, aos 14 anos, conheceu o artista plástico Carlos Arthur Thiré com quem se casaria três anos depois e teria seu único filho, o ator Cecil Thiré. Ao completar 80 anos Tônia contou parte de sua vida no palco, no solo Amigas para Sempre, dirigido pelo gaúcho Luiz Arthur Nunes, autor do roteiro criado a partir de entrevistas.

No palco, revelou então nunca ter abandonado a ‘persona’ Mariinha – como continuou sendo chamada pelos íntimos – e relembrou com leveza e bom humor a festa que se tornara sua vida, já casada, na Ipanema da década de 40. Nessa época passou a conviver com intelectuais e artistas sobretudo na casa do escritor Aníbal Machado, pai da autora de Pluft, o Fantasminha, Maria Clara Machado. “Hoje não existe mais uma casa assim, ponto de encontro até para estrangeiros de passagem pelo Brasil”, relembrava em cena. Ali conhecera os poetas Carlos Drummond de Andrade e Vinícius de Moraes, o maestro Tom Jobim, o músico Ronaldo Bôscoli e o cronista Rubem Braga. Muitos caíram de amores por aquela mulher de rara beleza, bronzeada pelo frescobol na praia.

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