Christiane Yared diz que sentença de Carli Filho cumpriu função | Notícias | Curitiba | Jornale

Christiane Yared diz que sentença de Carli Filho cumpriu função

01/03/2018

Mãe de uma das vítimas diz que não vai recorrer

 

 

Christiane Yared deu entrevista coletiva nesta quinta-feira para comentar a condenação do ex-deputado Carli Filho. Ela mãe é de Gilmar Rafael Yared, que morreu junto com Carlos Murilo de Almeida, em maio de 2009, no acidente provocado por Carli. O ex-deputado recebeu uma pena de 9 anos e quatro meses de prisão, poderá recorrer em liberdade, mas se e quando cumprir, deve ficar apenas um ano e meio na prisão.

"Não é uma questão de vingança, não vamos recorrer para que essa pena aumente e ele [Carli Filho] fique mais tempo", disse Yared.

Na avaliação dela, a condenação serve para que a sociedade compreenda que não pode beber e dirigir e para que haja possibilidade de outras famílias conseguirem justiça. "Essa conquista que tivemos ontem é para uma nação".

Yared contou que sentiu "uma tristeza muito grande" ao ouvir a sentença. "Não pela sentença, mas pelo fato de que nenhum pai ou mãe deveria estar pedindo a condenação de quem matou seu filho", disse. "Já tenho o peso da minha sentença. A minha vai comigo para o túmulo", afirmou.

Segundo ela, a pior parte do júri popular foi ver uma imagem da cabeça do filho nos joelhos. "Uma imagem dramática, brutal, que confirmava a velocidade e o fato de o carro ter saído do chão. Eu não tinha visto aquela imagem que certamente me acordará muitas madrugadas".

Yared disse que o processo cível contra o ex-deputado ainda tramita na Justiça. Na avaliação dela, "mexer no bolso é uma pedagogia também".

Para o advogado da família, que trabalhou como assistente de acusação no júri, Elias Mattar Assad, o acusado tinha que passar pela chamada "pedagogia da Justiça". "A sentença teve um caráter pedagógico exemplar e, porque não dizer, inaugurando um novo tempo em sentenças ligadas a dolo eventual na condução de veículos", afirmou o advogado.

Ele confirmou que não irá recorrer da decisão, mesmo calculando que o condenado cumpra em regime fechado cerca de um ano e seis meses do total da pena.

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