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Saúde de Curitiba monitora morcegos na cidade

22/12/2017

 

Com a intensificação do trabalho ao longo de 2017, a Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ) da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, identificou dez morcegos com raiva em Curitiba. Os exames foram realizados pelo Laboratório Central do Paraná (Lacen). Segundo a UVZ, o número de casos positivos não representa surto, mas mostra a importância do trabalho que está sendo desenvolvido.

“Fizemos mais campanhas nas mídias este ano, capturamos mais morcegos e mandamos mais animais para análise”, explica o coordenador da UVZ, Juliano Ribeiro. Segundo ele, os casos ocorreram em diferentes espécies de morcegos, ao longo do ano, em período diferentes. Ele informa ainda que a raiva é uma doença cíclica, que pode ter períodos com diminuição e aumento de casos, sem chegar a se tornar um surto. Ainda, assim, explica Juliano, é importante manter o monitoramento.

Ribeiro ressalta que a grande maioria dos morcegos encontra-se saudável e tem papel biológico importante no controle de insetos e na disseminação de sementes. Desta forma, não se deve matar estes animais. O monitoramento deles é importante, porém, para prevenir a circulação do vírus da raiva em animais domésticos, como cão e gato.

Desde 2010, Curitiba não registra caso de raiva em felinos. Desde 1981 não registra caso de raiva canina. E, desde 1975, não há casos em humanos. “O monitoramento permite definir estratégias e ações com o intuito de evitar a transmissão do vírus rábico dos morcegos para cães e gatos, e principalmente para humanos”, explica Ribeiro.

A secretaria reforça o alerta aos veterinários de clínicas veterinárias em relação à importância da vacinação anual de cães e gatos, para que seja mantido um bloqueio sanitário. Os veterinários devem orientar os clientes a manter os animais de estimação vacinados anualmente contra a raiva.

Mesmo animais idosos e que não tenham acesso às ruas devem ser vacinados, uma vez que os morcegos podem entrar nas casas. Além disso, cães e gatos têm hábitos de caça e podem entrar em contato com estes morcegos

Para humanos, não há indicação de vacinação prévia, a não ser para profissionais que trabalham na área e com manejo de animais. “Entretanto, caso ocorra agravo por mordedura animal em humanos é recomendado esquema vacinal pós-exposição”, diz Ribeiro. 

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