Angústia profunda e obras que atormentam | Notícias do Brasil e do Mundo Hoje | Curitiba | Jornale

Angústia profunda e obras que atormentam

01/12/2017

Sua pintura mais conhecida era uma entre suas obras que mais frequentemente exalava melancolia e resignação, como aqueles agora no Met Breuer e Scandinavia House.

Há pintores em pleno controle de si mesmos, cuja arte irradia a tranqüilidade de vidas bem vividas: os tranquilos mestres holandeses Johannes Vermeer ou Meindert Hobbema, digamos, ou os pintores de escova monocromática Zen da era Muromachi no Japão. E então - segure seu Xanax - há o artista norueguês Edvard Munch.

Angustiado, inquieto, forte, desolado, Munch (1863-1944) era um menino quando sua mãe morreu de tuberculose; Sua amada irmã mais velha, Sophie, sucumbiu à mesma doença. Ele sofria de bronquite asmática e outras doenças frequentes, foi assombrado pela depressão e bebeu e fumou demais. As relações com as mulheres eram difíceis, e no final de um caso, ele se atirou na mão.

Fora desse tormento, entretanto, surgiu uma obra de foco cruel que às vezes gritava no abismo - como em sua pintura mais famosa, "The Scream" - mas, muito mais frequentemente, abraçava a melancolia, a resignação e a inevitabilidade do declínio.

Quem melhor nos guiar por nossa própria era fatalista? "Edvard Munch: entre o relógio e a cama", uma exposição calibrada e inoportuna agora no Met Breuer, reintroduz esse genio nervoso para Nova York e faz questão de destacar suas pinturas posteriores: ele completou a primeira versão de "The Scream" em 1893, e trabalhou por 50 anos depois. (Este show apareceu inicialmente no Museu de Arte Moderna de São Francisco e viaja ao lado do Munchmuseet em Oslo.) Munch recebeu uma maior consideração nestes dias angustiosos - o ano passado trouxe "Munch e Expressionism" para a Neue Galerie, bem como um Munch-Jasper Johns em duas mãos para o Museu de Belas Artes da Virgínia - e o show do Met Breuer está em simultâneo com uma exposição mais pequena e informativa da fotografia de Munch, na casa escandinava sem fins lucrativos da Park Avenue.

 

 

 

Compartilhe no Facebook
Compartilhe no Twitter
Please reload

Destaques JORNALE
Please reload

Site de Notícias de Curitiba / Paraná

Jornale: edson@jornale.com.br

              redacao@jornale.com.br

WhatsApp: (41) 8713-4418

Correio Paranaense / Jornal do Ônibus

comercial@jornaldoonibusdecuritiba.com.br

Tel. 41 3263-2002

Editorias

Editais

Siga Jornale

  • Pinterest