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Em museu a proteção aumenta sobre obras de arte

01/11/2017

Foto ilustrativa - IBERÊ CAMARGO 1914 / 1994

 

 

Os quadros originais e assinado por grandes artistas de renome nacional e internacional ou uma escultura com décadas de história ou uma coleção de objetos de alto valor histórico e finânceiro - não é só de automóveis e de residências que se fazem seguros para bens materiais, arte também tem seguro de vida. Existem modalidades específicas para cobrir danos a itens tão frágeis e únicos - uma preocupação que ganha ainda mais importância no caso de trabalhos que são deslocados para exposições em galerias ou museus e espaços culturais públicos. Não são raros, por exemplo, os casos de obras de arte adquiridas por colecionadores e aficionados particulares que estão cobertas por alguma modalidade de seguro. "Temos obras de artistas como Xico Stockinger e Vasco Prado, entre outros, espalhadas pelo Rio Grande do Sul e seguradas, e não apenas em Porto Alegre. Há pessoas que investem significativamente nisso", diz o corretor Jorge Kath, sócio da Bika Corretora de Seguros. Ele conta que já trabalhou com coberturas para clientes com quadros e tapetes raros, ou de grande valor. "O seguro residencial pode acoplar essa cobertura, mas também é feita de forma independente. São poucas seguradoras que fazem (esses seguros). Há seguros para exposições e para particulares. Normalmente, são valores importantes", explica o corretor. A contratação de um seguro assim, na maioria dos casos, envolve avaliações feitas por especialistas em arte, vistorias e certificações. Quando a obra eventualmente é deslocada para exposição, o aspecto do seguro se torna mais complexo - se for adotada a chamada cobertura "de parede a parede", ou "de prego a prego", que abrange todo o percurso do item segurado. "O interesse do dono da obra é que não haja sinistro, porque, muitas vezes, é difícil recuperar obras danificadas. Mas há casos em que é possível", relata Kath, lembrando de um episódio envolvendo uma escultura levada da casa do proprietário para uma galeria: "No transporte de volta, a escultura sofreu uma fissura, por não ter ficado bem estabilizada no caminhão. Aí foi chamado o seguro, houve um sinistro. E a obra foi recuperada". No caso de grandes exposições em museus, os cuidados aumentam. "Quando vem uma Bienal, por exemplo, vem com seguro, por iniciativa dos organizadores. No caso de exposições maiores em espaços como o Margs (Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli) e o Santander Cultural, se pode fazer seguro pelo período da exposição. Já aconteceu de termos em Porto Alegre obras vindas do (museu do) Louvre, por exemplo", acrescenta Kath. No caso da Fundação Iberê Camargo, na Zona Sul de Porto Alegre, não é diferente. As obras do acervo da instituição possuem seguro renovado anualmente - e, no caso de mostras com itens que não pertençam ao acervo, também se busca garantias. "A seguradora costuma avaliar todas as condições às quais a obra estará exposta, como segurança, controle climático e meios de transporte, e o seguro é contratado com antecedência, para cobrir todo o período de empréstimo, que vai desde a embalagem e coleta da obra até sua devolução ao local de origem", afirma o responsável pelo acervo da fundação, Gustavo Possamai. A logística de uma exposição envolve o planejamento detalhado de todas as etapas de deslocamento, por exemplo. "É preciso reportar à seguradora qualquer alteração detectada que requeira restauração da obra. Nesses casos, é normal que a seguradora solicite documentação que comprove o envolvimento de profissionais capacitados e avalie a causa do incidente, para se certificar de que todos os cuidados possíveis foram tomados", destaca Possamai. No momento da coleta das obras, por exemplo, um laudo técnico é elaborado para identificar as possíveis alterações que as obras poderão sofrer nos trajetos. "É por meio desse documento, muitas vezes acompanhado de registros fotográficos, que checamos o estado de conservação da obra na chegada para exposição. Todos os mínimos detalhes são verificados. Essa verificação se dá na coleta da obra, na desembalagem, em vistorias periódicas durante o período de exposição, na reembalagem e na desembalagem, ao ser finalmente devolvida ao proprietário", descreve Possamai. Nos casos de obras pertencentes a outros museus ou instituições, é comum que todo o transporte seja acompanhado por um profissional especializado - sem a presença do qual as obras sequer poderão ser manuseadas. "Em casos que envolvem obras preciosas, além da necessidade de embalagens especiais com controle de umidade e temperatura, pode ocorrer exigência de transporte aéreo, por ser mais seguro, ou até o fracionamento da coleção em veículos separados para, em caso de acidente, não comprometer um volume grande de obras", completa Passamai

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