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Mediação de professores ajuda a prevenir o bullying

21/10/2017

 

Prevenir a ocorrência do bullying e os prejuízos socioemocionais que ele causa às vítimas e também aos agressores é o objetivo da mediação escolar, estratégia que recebeu nesta semana o selo Sesi ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) e que é aplicada nas escolas da Prefeitura com turmas do 6º ao 9° ano do Ensino Fundamental, há seis anos. A Escola Herley Mehl, no Pilarzinho, faz parte do grupo de unidades e experimenta os benefícios desse suporte pedagógico.

“Quando começamos o trabalho, atendíamos de oito a dez situações envolvendo as mais variadas formas de bullying por dia. Agora são no máximo duas por semana”, conta a mediadora Eliene Ribeiro, que a cada duas semanas entra na sala de aula das três turmas de 6º ano da escola para falar e discutir o tema com os estudantes. Ela tem formação em Pedagogia, Psicopedagogia e Educação Especial/Inclusão e está há 11 dos seus 19 anos de carreira na rede municipal de ensino.

Na manhã de sexta-feira (20), Eliene ocupou o espaço destinado à aula de Ciências. “Professores e alunos não se importam de ter a aula cedida para a discussão. Ao contrário: todos entendem que ninguém está perdendo nada, mas ganhando muito”, diz a educadora.

Ela começa a conversa contando que, quando estava na posição de estudante, essa forma de violência física ou emocional continuada era simplesmente chamado de “frescura”. “O que cada um de nós tem que fazer é entender que cada pessoa é única, com suas características físicas e emocionais próprias, e que isso não pode ser jamais objeto de discriminação ou brincadeira. Isso é diversidade e, respeitando a diversidade, respeitamos os direitos humanos”, argumenta.

Ficção e realidade

Os estudantes prestam atenção e contam histórias reais que ouviram dos pais sobre o bullying sofrido por eles na época em que a palavra era desconhecida ou experiências que eles já presenciaram. Na primeira fila da sala de aula, Ana Rosa Molina e Caio Denk estão entre os muitos que levantam o dedo para fazer os seus relatos.

O debate é uma preparação para a leitura do livro Fora, Bullying. Recursos pedagógicos como livros e filmes, conta Eliene, ajudam não só no entendimento de como a agressão se dá na prática. “Já tivemos o caso de uma aluna que, depois de assistir a um filme sobre uma menina que era abusada em casa pelo padrasto e alvo de bullying na escola. Depois da exibição, ela me procurou para dizer que aquela menina era ela e que a mãe duvidou do seu único pedido de ajuda. Então chamamos a mãe e acionamos o Conselho Tutelar, que entregou a guarda da menina para uma avó que mora em outra cidade”, resumiu.

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