Repost - Bob Burnquist diz que MegaRampa dá medo - Blog Quimera | Notícias | Curitiba | Jornale

Repost - Bob Burnquist diz que MegaRampa dá medo - Blog Quimera

19/10/2017

BOB - 'Contabilizando pontos e fraturas eu acho que é melhor te falar o que eu não quebrei, porque se eu te falar o que eu quebrei, a gente vai ficar aqui um tempão. Eu tenho 33 fraturas. Tenho mais fraturas que medalhas - 30 medalhas e 33 fraturas. Mas me considero um skatista de sorte. Porque se fraturar é muito melhor do que você lesionar ligamento. Fraturar é sempre melhor que lesionar ligamento, galera. Machucou, quebrou - sorri.'

 

Um dos maiores ícones do skate mundial, Robert Dean Silva Burnquist é pai de duas filhas, marido, filho e tio. Viciado em adrenalina, hiperativo e perfeccionista.

Pilota helicóptero, surfa e ainda tem tempo para pensar em projetos mirabolantes, como o de pular de uma rampa com o skate e depois se atirar no precipício do Grand Canyon com um paraquedas, façanha realizada em 2006.

- O céu não é o limite. O que puder me incentivar a aprender me faz sentir vivo. Tem espaço para evoluir pois tenho muitos projetos na cabeça e muitos desenhos. Tenho um livro que fico só desenhando, porque desenhar ali não custa nada (risos)  - admite.

 

Integrante do Hall da Fama do skate desde 2010, eleito sete vezes o melhor skatista do ano, oito vezes campeão mundial (duas no vert e seis na MegaRampa), Bob Burnquist conquistou os mais diversos campeonatos, como X-Games com 30 medalhas (15 de ouro), sendo o maior medalhista da história. Foi também o primeiro brasileiro a ganhar o Laureus, reconhecido como o Oscar do esporte, entre outros prêmios. Um atleta com estilo inovador, criador de manobras que o conceituam como um dos mais revolucionários skatistas do planeta.

Impressionado com o poder que a MegaRampa tem sobre os jovens skatistas, Bob admite que o convívio com a molecada no quintal de sua casa em Vista, Califórnia, o fez evoluir ainda mais.

- A MegaRampa é um skate que chama atenção, a adrenalina é maior, mas não existe sem o vertical. Tudo é mega, mais rápido, mais alto e mais desafiador. Foi bom quando essa galera mais jovem chegou, me deu uma energia nova. A criança quando anda de skate tem uma outra energia. Ela está brincando o tempo inteiro, não está toda concentrada. Isso que é legal.

Para ele, a própria MegaRampa precisa se reinventar com o passar dos anos.

-  A competição de 20015 vai ser completamente diferente de dez anos atrás. Isso é uma coisa natural

Bob falou um pouco sobre a dinâmica da Dreamland, seu parque de diversões na Califórnia. A pista hoje em dia serve como local de treinamento, sempre com o objetivo de melhorar as habilidades dos skatistas. 

- Ela era muito mais privada. Na evolução dela e, obviamente para a evolução da própria categoria, se eu fechar as portas e a mantiver fechada, não vai ser legal para mim. Eu vou competir e só eu tenho, aí não tem graça. Acho que a gente tem que abrir as portas para o treino e para a galera melhorar as suas habilidades, chegar em uma competição, estar todo mundo em um nível legal e você ver ali a diferença que faz quando estão andando sempre.

 

É uma questão de criação, criatividade, pensar, ir lá e tentar ver se ela funciona. Isso aí vem de muitos anos, de eu fazer minhas vídeo parties desde o vertical até a MegaRampa, a ideia é a mesma, é pensar em algo que eu nunca vi. Porque se eu vi, já não é nova.

 

MEDO

A MegaRampa você tem que estar com medo. Se não estou com medo, tem alguma coisa errada. Se eu não prestar atenção, posso tomar um tombo daqueles que tomei lá atrás. Se eu não preparar meu skate, descer sem olhar como estou, vai dar problema. E acho que eu junto muito esse lado de ser piloto, de checar, de paraquedismo. Tenho que checar as coisas que podem fazer eu me machucar muito.

Desde a rampa até meu skate, o lado mental, minha cabeça, enfim, e assim vai. Todas as partes da pista dão medo, uma dá mais medo que a outra. O quarter em alta velocidade eu acho que todos os skatistas que você entrevistar vão falar e concordar: é a parte que dá mais medo da MegaRampa. Porque ali é a parte que pode dar errado e para onde você vai, é a adrenalina que você toma, mas também quando você acerta a manobra é a parte mais gratificante. Então, quanto maior o risco, maior a satisfação e aquele sentimento de vida. Se ficar esperando o momento que você não tem medo, você não vai porque não existe esse momento.

 

SEGURANÇA

 

Quanto mais você anda, menos risco de se machucar você tem. Aí, vai aprendendo como cair, como sair e tal. Em competição é onde o risco de se machucar é maior. Porque é aonde você vai além do seu limite, às vezes vai tentar jogar mais que joga normalmente. Durante a competição nós temos uma ambulância perto, tem hospital já conectado. No dia a dia mesmo é só não andar sozinho, mas ando com a manga longa, com uma armadura. Esse material de segurança completo.

 

(entrevista para o globo esporte 2015)

 

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