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Repost - Moda e Arte em relação conjugal - Blog Quimera

17/10/2017

 

Obra de Georges Lepape

 

Os grandes costureiros e estilistas sempre dialogaram com os artistas de seu tempo, mas foi o francês Paul Poiret, o primeiro a promover essas trocas de modo sistemático, ainda nas primeiras décadas do século XX.

 

Ele utilizou em suas criações estampas exclusivas de pintores como Raoul Dufy e ilustrações de artistas como Paul Iribe e Georges Lepape.

 

Um outro nome fundamental da moda no século XX – Coco Chanel – trabalhou com Picasso, com os balés russos de Diaghilev, com Jean cocteau e tantos outros artistas...

 

Essa postura, que se firma ao longo do século XX, traduz uma visão da moda como arte e do grande costureiro (ou do criador de moda) como um verdadeiro artista de vanguarda.

 

A relação Arte/Moda pode ser assim sistematizada:

 

1- A arte como fonte de criação para a moda;

2- A moda como fonte de criação para a arte;

3- Wearable Art, ou arte usável.

 

1- A Arte é fonte de criação para a moda.

 

 Um momento emblemático da influência das artes plásticas sobre a moda ocorreu em 1965, quando Yves Saint-Laurent lançou a coleção Mondrian. Para além de uma simples estampa, o geometrismo de Mondrian transformava-se em vestido.

 

2- A Moda é fonte de criação para a arte.

 

 Artistas como Andy Wharol, Joseph Beuys ou Louise Bourgeois servem-se de elementos do universo vestimentário ou da roupa como suporte na criação de obras de arte.

 

3- Wearable Art ou arte usável

 

 O artista concebe peças de roupa, acessórios, estampas, etc , como peças exclusivas, mas seu compromisso é com a criação artística, não com a moda.

  

Exposições, galerias, instalações por toda a parte exploraram os três aspectos antes levantados. Ao mesmo tempo, fica uma pergunta: será que a utilização da arte na moda...virou uma moda?

 

Afinal, tornou-se uma espécie de praxe, ultimamente, que o estilista anuncie sua coleção como uma espécie de sopa de referências culturais, um vale-tudo em que é lícito misturar cores de Van Gogh com arquitetura japonesa, ou fazer uma releitura de Mondrian via Saint-Laurent

 

Como lhe é próprio a Moda não poupa nada, pilhando sistematicamente todos os universos, que se transformam, assim, em mera referência, desprovida de uma verdadeira tentativa de estabelecer uma “relação”.

 

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