Vinci Partners compra Porto de Pontal do Paraná
- 11 de jan. de 2022
- 2 min de leitura
11/01/2022
Fundo vai investir R$ 3 bilhões no Porto Pontal, sua primeira transação de logística

A Vinci Partners comprou o terminal Porto Pontal, no Paraná, que pertencia ao grupo JCR, do empresário curitibano João Carlos Ribeiro. A Vinci é uma gestora de fundos de investimentos e a compra do porto é a primeira aquisição de sua estratégia de infraestrutura.
O fundo vai investir R$ 3 bilhões de forma escalonada para implementar o projeto, desenhado para ser um dos terminais de contêineres mais modernos da América do Sul. O valor da transação não foi revelado.
A aquisição é o primeiro investimento realizado dentro da estratégia de transporte e logística da área de infraestrutura da Vinci. “Estamos buscando ativos nesse segmento há algum tempo, disputamos aeroportos, fizemos análises de ativos de rodovias e portos, e agora acertamos com o Porto Pontal, um projeto que já namorávamos há um bom tempo” disse José Guilherme Souza, sócio da Vinci e head de infraestrutura, ao site Pipeline. “O projeto tem mérito de localização estratégica e de calado relevante, sem amarras de terminal em porto público.”
A capacidade do Porto Pontal na primeira fase, que deve ser concluída em cerca de quatro ano, será de 1,5 milhão de TEUs (contêineres de 20 pés). Na fase final, dobra esse volume, para 3 milhões de TEUs. O Porto Pontal é um projeto que a JCR tenta desenvolver há quase uma década,entre embates de licenças, regulações e financiamentos. A Vinci assume o projeto já com essa etapa concluída, para a fase de obras.
A Vince foi fundada em outubro de 2009 por um grupo de gestores com ampla experiência no mercado financeiro. Segundo a empresa, a mesma tem profundo conhecimento da economia brasileira e extensa rede de relacionamentos. Composta por áreas que poderiam funcionar de forma independente, mas que, integradas, produzem sinergia e resultados.
“Nossa próxima aquisição deve estar ligada a uma das privatizações de companhias de docas”, adianta o executivo. A Vinci avalia entrar no leilão da Codesa, do Espírito Santo, que deve ser um dos primeiros do cronograma público, o fundo já tem uma equipe debruçada na análise há quatro meses. O fundo também tem particular interesse nas privatizações dos portos de Santos e São Sebastião.







Comentários