Vereadores repudiam invasão de igreja em Curitiba

08/02/2022


A invasão da igreja provocou os mais variados protestos



Nesta terça-feira (8), a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) continuou discutindo o ocorrido no sábado (5), quando manifestantes de um ato contra o racismo no Brasil invadiram a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Largo da Ordem. Entre eles, estava o vereador Renato Freitas (PT), cuja participação na atividade é duramente criticada pelos parlamentares há dois dias. Até aqui 19 vereadores já repudiaram a invasão, tratando-a como um desrespeito à liberdade de culto, tido como incompatível com o direito à manifestação.

Os vereadores relataram em plenário a repercussão do ocorrido, como o destaque feito por Ezequias Barros (PMB) do pedido, pelo Twitter, do presidente Jair Bolsonaro, para que os ministérios da Justiça e dos Direitos Humanos acompanhem o caso. Osias Moraes (Republicanos) elogiou o secretário estadual da Justiça, Ney Leprevost, por requisitar que a Polícia Civil do Paraná realize investigações sobre o ocorrido. Ao todo, doze parlamentares se referiram ao caso.

Na segunda-feira (7), Freitas disse que o ato era um protesto pelos assassinatos do congolês Moïse Kabagambe e de Durval Teófilo Filho, no Rio de Janeiro. Ele negou que o culto tenha sido interrompido e lembrou que a Igreja do Rosário, por ter sido construída por escravos, é um local simbólico para o movimento negro de Curitiba.

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