Trump não assina projeto e deixa desempregados sem auxílio

26/12/2020


Cerca de 14 milhões de pessoas podem perder o benefício extra



Milhões de americanos desempregados viram o benefício que receberiam do governo expirar neste sábado (26) após o presidente Donald Trump se recusar a sancionar um pacote de US$ 2,3 trilhões em auxílios e gastos durante a pandemia, declarando que o texto não era suficiente para ajudar pessoas.


Trump surpreendeu tanto republicanos quanto democratas quando disse esta semana que estava insatisfeito com o enorme projeto de lei, que forneceria 892 bilhões de dólares em alívio pelo coronavírus, incluindo benefícios especiais de desemprego que expiram em 26 de dezembro, e 1,4 trilhão de dólares para gastos regulares do governo.


Sem a assinatura de Trump, cerca de 14 milhões de pessoas podem perder esses benefícios extras, de acordo com dados do Departamento de Trabalho. Uma paralisação parcial do governo começará na terça-feira, a menos que o Congresso chegue a um acordo sobre um projeto provisório de financiamento do governo antes disso.


Depois de meses de disputa, republicanos e democratas concordaram com o pacote na semana passada, com o apoio da Casa Branca. Trump, que entrega o poder ao presidente eleito democrata Joe Biden em 20 de janeiro, não se opôs aos termos do acordo antes que o Congresso o aprovasse na noite de segunda-feira.


Mas desde então ele tem se queixado de que o projeto concede muito dinheiro para interesses especiais, projetos culturais e ajuda estrangeira, enquanto o auxílio emergencial de 600 dólares para milhões de norte-americanos em dificuldades seria muito pouco. Ele exigiu que fosse aumentado para 2 mil dólares.


Uma fonte familiarizada com a situação disse que a objeção de Trump ao projeto pegou muitas autoridades da Casa Branca de surpresa. Embora a estratégia do presidente ainda não esteja clara, ele não vetou a medida e ainda pode assiná-la nos próximos dias.


Neste sábado (26), ele deve permanecer em Mar-a-Lago, para onde o projeto foi encaminhado. Biden, cuja vitória eleitoral em 3 de novembro Trump se recusa a reconhecer, está passando o feriado em Delaware e não tem eventos públicos programados.

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