Tite prevê jogo duro contra Uruguai

16/11/2020


Equipe deve ser a mesma que começou contra a Venezuela



Antes de iniciar a entrevista coletiva de véspera da partida contra o Uruguai, o técnico da seleção, Tite, prestou homenagem ao treinador Carlos Amadeu, falecido neste domingo, depois de sofrer ataque cardíaco.


Amadeu morreu aos 55 anos. Ele estava no Al-Hillal e trabalhou quatro anos na base da CBF – foi treinador do sub-17 e do sub-20. Tite se emocionou e falou um pouco sobre o treinador:


“É muito difícil falar de quem a gente admira, quem a gente admirou. Quem conviveu. Nós trabalhamos três anos com o Amadeu. Em três anos a admiração, a escala de valores num mundo extremamente competitivo que a gente vive. E no futebol vencer é praticamente sobreviver, a escala de valores moral, educacional, ética, no convívio conosco, com Gabriel Menino, Militão, Vinicius, com quem ele teve oportunidade de princípios todos. E tenha a esposa Dora, o filho Ricardo, o filho Matheus, que me acolheram tão bem, nós tiramos fotos juntos na Bahia, toda nossa solidariedade, carinho, fortalecimento. Legado é muito grande. Dessa escala de valores muito rica. Que para vencer precisa ser melhor, não precisa vencer a qualquer custo. Fica meu sentimento, que é externado por todos nós”, disse, emocionado, o treinador da seleção brasileira.


Sobre a partida contra o Uruguai, Tite lembrou as três vitórias nas Eliminatórias e reconheceu que vai ter o time mais difícil até então. Ele lembrou a força ofensiva da seleção celeste.


“Nós fizemos as três vitórias, sim, contra as três últimas seleções da classificação. As duas primeiras vitórias criando e fazendo bastante gol, jogando bonito e tendo resultado. Na terceira não deu para jogar bonito, mas teve a consistência e teve a vitória. Talvez elas não briguem para classificar, mas daqui a pouco elas vão atrapalhar a classificação de alguém. Vamos enfrentar o Uruguai, uma equipe que vem sólida. Tradicionalmente um clássico, uma gama de envolvimentos com peso de camiseta, com atletas de alto nível e esse nosso processo de afirmação da equipe”, comentou o treinador.


O treinador lembrou que o desafio é diferente. E tentou deixar para trás os problemas desta convocação, com oito cortes e ainda a possibilidade de mais um, caso Alex Telles teste positivo novamente no exame de Covid-19.


“Esse jogo tem características diferentes. Jogar contra a Venezuela em casa, tem uma proposta do adversário. O Uruguai jogando dentro da sua casa é uma outra proposta. Nós vamos ser mais exigidos defensivamente do que fomos contra a Venezuela. Paralelamente a isso nós vamos ter mais espaços para criações ofensivas. É um jogo que se caracteriza com estratégias, formas e ideias de futebol diferente de um jogo para o jogo. Essa é a preparação que a gente procurou fazer”, avaliou.


Auxiliar de Tite, Cléber Xavier destacou a potência da dupla Cavani e Suárez no comando do ataque do Uruguai. Tite ainda lembrou a proximidade da cultura do Rio Grande do Sul com a uruguaia. Cléber comentou que Cavani, que saiu do PSG para o Manchester United, varia de posição.

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