SmartPark São Francisco, no Centro de Curitiba, completa um ano

02/07/2022


Estacionamento inteligente é ativado por meio do EstaR eletrônico



Em um ano, o SmartPark São Francisco, estacionamento inteligente que funciona no Centro de Curitiba, registrou 42,4 mil operações. Somente em 2022, o movimento cresceu 38% entre janeiro e maio, quando foram realizadas 5.217 operações.


Inaugurado em 2 de julho de 2021, o SmartPark funciona como modelo de estacionamento rotativo, ativado por meio do EstaR eletrônico, como funciona o estacionamento regulamentado nas ruas de Curitiba, mas em uma área própria, onde ficava a antiga Sociedade Operário.


Localizado na Rua Jaime Reis, esquina com Ermelino de Leão, o SmartPark ganhou rapidamente a adesão dos motoristas, e se transformou em mais uma opção para estacionar na região, conhecida pela Feira de Artesanato do Largo da Ordem, os espaços culturais e públicos, bares e restaurantes. São 94 vagas, em 3.236 metros quadrados, que funcionam 24 horas.


No SmartPark São Francisco, o período mínimo é de quatro horas ao preço de R$ 6,40. Assim como no EstaR nas ruas, se o veículo ficar menos que quatro horas, o SmartPark devolve o valor pago a mais. A diária custa R$ 38,40.



“É uma inovação da Prefeitura para atender a população que precisa de um local para estacionar na região. A vantagem é que se trata de um estacionamento público e que tem um preço competitivo em relação às opções particulares”, diz Ogeny Pedro Maia Neto, presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), que administra o SmartPark.


Vantagens


O preço, a praticidade e a segurança têm agradado os motoristas. O barbeiro Andrei Bacca Sanchez, de 39 anos, e a terapeuta Ingrid Contador, de 31 anos, sempre utilizam o SmartPark São Francisco quando visitam o centro de Curitiba. O casal mora em Santa Felicidade e tem o hábito de passear na Feira do Largo da Ordem, que acontece aos domingos.


“Todas as vezes que viemos nós deixamos o carro aqui. Ficou muito mais fácil, mais prático devido ao aplicativo porque pagamos sem esperar numa fila. Outra parte boa, é o preço menor e também a segurança, eu sinto que o carro fica bem guardado e menos visível do que na rua”, justifica Andrei.


Durante os dias de semana, o SmartPark é uma ótima opção para quem trabalha por perto. É o caso do advogado Rafael Augusto Cruz, de 38 anos, que costumava ir a pé para o trabalho. “Eu tenho usado bastante, é mais seguro e mais barato. Hoje, sempre que eu preciso do carro durante o dia, sei que posso deixá-lo aqui o tempo que quiser pela metade do preço que eu pagaria na rua”, explica.


Como funciona


Para estacionar no espaço, que é a área 5 de EstaR na cidade, basta seguir o mesmo processo de ativação que é feito nas ruas. O motorista compra um crédito - por aplicativo de celular ou em pontos de venda físicos.


“A nossa ideia é estender esse conceito, implantado no São Francisco, por toda a cidade, levando mais uma opção de estacionamento para a população”, diz Maia Neto. Um estacionamento no mesmo modelo já funciona no Jardim Botânico e a intenção é implantar outras unidades na cidade, como junto ao terminal Campina do Siqueira.


O SmartPark possui placas com QR Code, que direcionam para os aplicativos cadastrados no sistema. O EstaR eletrônico conta com nove aplicativos ativos: Meu EstaR; Faz Digital Curitiba; Mowiz; Zul EstaR Digital; EstaR Digital Zazul; Estacionamento Digital; Estar Digital Curitiba; Estar Curitiba e AppZul. Eles podem ser baixados nas plataformas Android e iOS. Saiba mais aqui


O usuário se inscreve no aplicativo escolhido, coloca o número da placa, sua localização e o tempo de permanência e faz o pagamento. É possível escolher e fazer o download de um ou mais aplicativos, de acordo com sua preferência. Além disso, são 340 pontos comerciais e de serviços que estão habilitados também a vender créditos para quem não tem o celular disponível.


Assim como o estacionamento rotativo de rua, o SmartPark é um espaço público e prevê as mesmas penalidades para quem ultrapassar o tempo de permanência. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o motorista poderá ser punido com cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e ter que pagar uma multa no valor de R$ 195,23.


Foto: Daniel Castellano/SMCS

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