Curitiba | Saúde volta a recomendar uso de máscaras em locais fechados

20/05/2022


Cidade teve aumento expressivo do número de casos



A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba volta a recomendar o uso de máscaras faciais para locais fechados ou ambientes abertos com aglomeração de pessoas. A recomendação acontece por causa da alta do número de novos casos e de casos ativos de covid-19 ao mesmo tempo em que o sistema de saúde enfrenta pressão pelo aumento do atendimento por outras doenças respiratórias.


A indicação do uso da máscara vale para transporte coletivo, terminais, estações-tubo, shows, jogos, shoppings, lojas, supermercados, entre outros. Permanece, ainda, a indicação já em vigor para uso desse equipamento de proteção em estabelecimentos de saúde e pelas pessoas com sintomas respiratórios (independentemente do local).


É o que prevê o novo Protocolo de Responsabilidade Sanitária e Social de Curitiba para Doenças de Transmissão Respiratória, lançado nesta sexta-feira (20/05).


Fluxo de Atendimento

Além da volta das máscaras, a Secretaria Municipal da Saúde determinou que todas as unidades de saúde passem a realizar o chamado atendimento em “Y”: um fluxo exclusivo para casos respiratórios e outro separado para as demais situações. O modelo foi amplamente usado durante a pandemia.


As unidades de saúde passam a atender apenas casos mais urgentes, suspendendo temporariamente o agendamento dos atendimentos aos pacientes crônicos, mantendo, porém, o acolhimento a gestantes e crianças, a realização de vacinação, dispensação de medicamentos e atendimento de odontologia.


Outra medida é a renovação automática, por mais 60 dias, das prescrições de medicamentos de uso contínuo.


Neste sábado (21/5), dez unidades também estarão disponíveis para o pronto atendimento de casos leves e moderados. Saiba mais no link.


A orientação é que, em caso de necessidade, os usuários procurem preferencialmente, de segunda a sexta-feira, a unidade de saúde em que estão cadastrados, que geralmente é a mais próxima da residência (vejo os horários de atendimentos e endereços neste link). No sábado, a orientação é procurar a unidade de saúde aberta do seu distrito sanitário de residência.


Além disso, a SMS mantém a Central 3350-9000 para atender por telefone quem apresentar sintomas respiratórios leves, de segunda a domingo, das 8h às 20h. Desta forma, desafoga as unidades de saúde para receber os casos moderados e deixa as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) apenas a quem apresentar sintomas mais graves, de urgência e emergência.


Cenário Epidemiológico

As novas recomendações vieram após a análise dos dados realizada semanalmente pelo Comitê de Técnica e Ética Médica do município. Na última semana epidemiológica avaliada (de 8 a 14 de maio), foram registrados na rede municipal de saúde 13.665 atendimentos por sintomas respiratórios em geral – 10% acima do teto da média histórica para esse período, que seria de no máximo de 12.427 atendimentos.


O painel da Covid-19 em Curitiba já registra também um aumento de 171% na média móvel de novos casos em relação há 14 dias, com 1.466 confirmações. A média móvel de casos ativos de covid-19 também registrou um aumento de 299% em relação ao período anterior, com 10.356 pessoas em fase de transmissão da doença.


A taxa de reprodução do vírus atualmente está em 1,42. Como está maior que 1, indica crescimento, pois, a cada 100 pessoas infectadas a transmissão pode ocorrer para outras 142.


A taxa de positividade dos testes de covid-19 também está em ascensão, com 29,7% em maio, contra 17,3% em abril.


“Quando retiramos a obrigatoriedade das máscaras, firmamos o compromisso de retornar o uso caso fosse necessário. E, neste momento, a avaliação do Comitê, considerando o cenário epidemiológico, é de que há essa necessidade, somada às demais medidas para equalizar a pressão que o sistema de saúde sofre com alta de casos de covid-19 e de outras doenças respiratórias”, explica a secretária municipal da Saúde de Curitiba, Beatriz Battistella.


De acordo com o diretor do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, Alcides Oliveira, nos dois anos anteriores, havia a circulação quase que exclusiva do novo coronavírus. “Neste momento, além do coronavírus, outros vírus respiratórios voltaram a circular fortemente em concorrência”, explica.

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