Saúde diz que investiu R$ 1,3 bilhão no primeiro quadrimestre de 2021

09/06/2021


Dados foram apresentados da Assembleia Legislativa, na Comissão de Saúde Pública



As ações da Secretaria de Estado da Saúde no primeiro quadrimestre de 2021 foram apresentadas nesta quarta-feira (9) na Comissão de Saúde Pública da Assembleia Legislativa do Paraná. O destaque foi o enfrentamento da Covid-19.


Nesse período, a pasta assegurou R$ 1,3 bilhão em investimentos e custeio na área, o equivalente a 10,2% do orçamento anual do Estado. A previsão legal é que a aplicação na Saúde, no exercício de um ano, corresponda a no mínimo a 12%.


O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, fez um balanço das medidas. “O cenário da pandemia muda constantemente e o Governo do Estado não tem medido esforços para proporcionar atendimento a todos os paranaenses infectados pela doença”, disse.


Ele ressaltou a criação dos mais de 4,8 mil leitos exclusivos Covid-19, sendo 2 mil UTIs e mais de 2,8 mil enfermarias, que representam cerca de 48 hospitais de campanha com ao menos 100 leitos cada. É a maior estruturação hospitalar já executada na história do Estado, posibilitando atendimento de mais de 86 mil pessoas.


“Seguindo a orientação do governador Ratinho Junior, optamos pela criação de leitos exclusivos dentro da rede hospitalar já existente para reforçar o atendimento regionalizado e proporcionar investimentos permanentes nos serviços”, afirmou.


Beto Preto também disse que o Paraná é o sexto estado do País que mais aplicou vacinas contra a Covid-19 porque conta com uma logística de distribuição dos imunizantes de aproximadamente 24 horas entre o recebimento das doses pelo Estado e o envio aos municípios. Já foram aplicadas 4.107.914 doses de vacina contra a doença até a manhã desta quarta-feira (9).


GESTANTES – O secretário também falou sobre o crescente número de óbitos em gestantes causadas pelo novo coronavírus. Cerca de 63% dos óbitos maternos são suspeitos da doença. Segundo Beto Preto, embora o Estado possua um controle rígido dos casos, com reforço de medidas restritivas, essas mulheres têm se contaminado porque o vírus está em transmissão comunitária.


“Os dados mostram que o vírus está atingindo cada vez mais gestantes e a vacinação destas mulheres é, sem dúvida, muito importante e ajudará a salvar tanto a vida delas quanto dos seus bebês. Por isso, estamos provocando uma discussão junto com outros estados e municípios para retomarmos a vacinação das gestantes, mesmo sem comorbidades, visto que este grupo possui prioridade na vacinação”, ressaltou.


A Sesa também apresentou os dados referente à mortalidade materna e infantil no Paraná, tendo como objetivo reduzir a razão da mortalidade materna para 36,49% – atualmente em 78,3% – e baixar a taxa de mortalidade infantil por mil nascidos vivos dos atuais 10,3 para 10,1.

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