Sérgio Cabral passará 10 dias em uma cela de 5 metros quadrados e sem banho de sol

04/05/2022


Justiça determinou transferência do ex-governador para o presídio de segurança máxima



O ex-governador Sérgio Cabral vai passar os próximos 10 dias isolado em uma cela de cinco metros quadrados e sem direito a banho de sol no pátio. O condenado na Lava Jato foi transferido para Bangu 1 depois que uma força-tarefa encontrou indícios de regalias na Unidade Prisional da Polícia Militar, onde Cabral estava.


Bangu 1 é um presídio de segurança máxima no Complexo Penitenciário de Gericinó com diferentes galerias, separadas por facção criminosa. A ala onde Cabral está não tem janelas, nem sequer aberturas para o sol, e tem celas individuais.


O cubículo, em formato retangular, tem um chuveiro separado por uma divisória. Na mesma seção há uma latrina, sem privada, chamada de boi.


A cama é de alvenaria, inteiriça à parede, com um colchão. A mesma estrutura dá numa pequena cômoda onde são servidas as refeições.


Ao fim desses 10 dias, a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária vai definir se Cabral permanecerá em Bangu ou se irá para outra unidade.


O ex-governador Sérgio Cabral e outros cinco presos foram transferidos no fim da noite desta terça (4) da Unidade Prisional da Polícia Militar, em Niterói, na Região Metropolitana, para o presídio Bangu 1, no Complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste da capital fluminense.


Ao deixar a unidade, num furgão, o veículo onde estava o ex-governador foi escoltado por um comboio do Batalhão de Choque da PM.


A mudança de presídio ocorreu após ordem da Vara de Execução Penal (VEP) publicada nesta terça-feira (3), indicando que o grupo deveria ser levado para a Penitenciária Laércio da Costa Peregrino, no Complexo de Gericinó.


No domingo (1º), o Fantástico mostrou que uma vistoria da própria VEP com outros órgãos na Unidade Prisional da PM revelou indícios de regalias para os presos.


Foram encontrados no local celulares, anabolizantes, cigarros eletrônicos e listas de encomendas a restaurantes, como uma encomenda de um banquete árabe de R$ 1,5 mil.


Os fiscais desconfiam que uma sacola com dos dois celulares, mais de R$ 4 mil em dinheiro e vários cigarros de maconha tinham ligação com Cabral e o tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, que cumpre pena pela morte da juíza Patricia Acioli, assassinada em 2011.

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