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Romeu Zema defende, em sabatina, privatização de todas as empresas estatais

  • 4 de ago.
  • 2 min de leitura

04/08/2026


Luis Nova/Especial Metrópoles
Luis Nova/Especial Metrópoles


O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou nesta terça-feira, 4, que não se importa em governar por apenas um mandato para adotar medidas que considera necessárias ao País.


Entre as propostas apresentadas pelo ex-governador de Minas Gerais estão a privatização de todas as empresas estatais, reformas administrativa e previdenciária e a revisão de programas sociais.

Zema argumentou que a chegada de um presidente com credibilidade provocaria uma queda nas expectativas para a taxa básica de juros. Ele defendeu que a Selic seja reduzida para um patamar de 6% ao ano, o que, segundo o candidato, diminuiria as despesas do governo com o serviço da dívida pública.


"Não me importo de ser presidente de um só mandato para fazer aquilo que é necessário", disse. Zema defendeu como prioridade o reequilíbrio das contas públicas, sob o argumento de que os juros elevados têm prejudicado famílias e empresas. "Essa taxa de juros está matando as famílias e o setor produtivo no Brasil: recorde de quebradeira, recorde de endividamento", afirmou.


O candidato disse que pretende atuar em quatro frentes. A primeira seria um amplo programa de desestatização. "Privatizar tudo. Para mim, não tem vaca sagrada. Correios, tudo. Não tem o que não privatizar", disse. Segundo ele, o Estado deve concentrar esforços nas áreas de segurança pública, saúde e educação, em vez de exercer atividade empresarial.


A segunda frente seria uma reforma administrativa para, nas palavras de Zema, "dar racionalidade ao Estado". O candidato também prometeu propor uma nova reforma da Previdência, por considerar insuficientes as mudanças aprovadas em 2019 diante do aumento da expectativa de vida da população.


A quarta medida seria uma revisão dos programas sociais. Zema defendeu a manutenção do Bolsa Família, mas afirmou que existem fraudes no programa e beneficiários que rejeitam oportunidades de trabalho e de retomada dos estudos.


"Precisamos do Bolsa Família, mas tem muita fraude e muito marmanjão que tem ofertas de emprego e se recusa tanto a trabalhar quanto a completar o ensino fundamental e o ensino médio. Eu vou rever isso", declarou.


As declarações foram dada durante sabatina organizada pela G4 Hub e pelo portal O Antagonista, em São Paulo, com candidatos à Presidência da República. Participaram do evento, além de Zema, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o influenciador Renan Santos (Missão).


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi convidado, mas não respondeu. (Estadão Conteúdo).


 
 
 

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