Representantes do agronegócio debatem Impacto do pedágio

13/02/2021


Deputados promoveram audiência em Cornélio Procópio sobre modelo



Os pedágios mais caros do Paraná estão no Norte Pioneiro. Na praça de Jataizinho, o preço chega a R$ 26,40. A tarifa na praça de Jacarezinho custa R$ 24,40. Os altos valores têm impactos profundos na produção agrícola da região, que influencia no desenvolvimento social e econômico dos municípios. Esta foi a grande queixa dos representantes do agronegócio e da sociedade civil organizada de Cornélio Procópio, durante a audiência pública realizada no município pela Frente Parlamentar sobre os Pedágios da Assembleia Legislativa do Paraná nesta sexta-feira (12). O encontro reuniu deputados e representantes de diferentes setores da sociedade contra a nova modelagem de concessões rodoviárias proposta pelo Governo Federal.


É unanimidade entre os participantes de que o modelo de leilão híbrido de outorga onerosa é prejudicial para a região. O prefeito de Cornélio Procópio e presidente da Associação dos Municípios do Norte do Paraná (AMUNOP), Amin José Hannouche, explicou que a região foi penalizada durante 24 anos com os preços praticados na região. “A praça de Jataizinho, por exemplo, onera demais os cofres de quem luta para o desenvolvimento da região. O sofrimento é grande demais. Por isso, gostaríamos que a praça fosse extinta”, clamou.


Já o presidente da Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (AMUNORPI) e prefeito de Carlópolis, Hiroshi Kubo, afirmou que as tarifas travaram o desenvolvimento do agronegócio regional. “Todos querem o progresso. A região precisa de desenvolvimento, principalmente do agronegócio. O custo do Norte Pioneiro é muito grande. As empresas desistem da região. Como escoar nossa produção? Como receber turistas com um pedágio de R$ 26?”, indagou.


O prefeito de Assaí, Michel Angelo Bomtempo, o Tuti, fez uma fala emocionada. “Nós vivemos em um corredor da fome. Sabemos o roubo que é o pedágio. Utilizamos 200 metros de rodovia e pagamos o que pagamos. Não temos desenvolvimento, geração de empregos, não conseguimos atrair investimentos. O pedágio tirou nosso direito de ir e vir. Pedimos que retirem esta porteira da nossa região”, disse.


Produtores - João Ataliba Rezende, presidente da Sociedade Rural da região de Cornélio Procópio, lembrou o impacto do pedágio para os agricultores. “O frete fica caro por causa do pedágio e prejudica o preço da produção agrícola da região, interferindo na competitividade. Para nós, agricultores, que estamos escoando a produção, o custo é alto. Não podemos aceitar a concessão onerosa. Queremos a menor tarifa. Não podemos nos sujeitar mais a isso”, disse. Eduardo Kero, presidente da Associação Comercial de Cornélio Procópio, completou: “Nos foi vendida a ideia de que estradas modernas trariam o desenvolvimento. Não foi o que aconteceu. É um pedágio muito caro, que influencia no preço das mercadorias. Nós, que geramos empregos, precisamos do apoio dos parlamentares”.


O representante do Sindicato Rural Patronal de Cornélio Procópio, Cristiano Ribeiro, também lembrou a influência do pedágio no custo da produção. “Tarifa de pedágio e custo de transporte compõe o custo do produto agrícola. Precisamos de tarifas justas que atendam o escoamento da safra. Precisamos disso para que o produtor, tanto o grande quanto o pequeno, possa garantir sua sustentabilidade”. “Temos dificuldade de levar nossas frutas e verduras por causa do preço. Não devemos mais aceitar isso. Temos que nos unir”, complementou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Luiz Castilho.

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