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Prefeitura de Curitiba apresenta o Bairro Novo do Caximba em evento sobre adaptação urbana da ONU-Habitat

  • 13 de out. de 2025
  • 3 min de leitura

13/10/2025



Com a crescente necessidade por cidades mais resilientes a eventos climáticos extremos, a Prefeitura de Curitiba levou ao cenário nacional a experiência do Bairro Novo do Caximba, uma das principais iniciativas de adaptação urbana em andamento no país. O secretário municipal de Obras Públicas de Curitiba, Luiz Fernando Jamur, apresentou o projeto nesta segunda-feira (13/10), durante o painel “Estratégias municipais para adaptação e gestão de riscos e desastres”, promovido pela Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) e pelo WRI Brasil, no âmbito do Circuito Urbano 2025, iniciativa da ONU-Habitat.


Durante o encontro, que reuniu gestores de diferentes cidades brasileiras para discutir soluções locais de enfrentamento de desafios e prevenção a desastres, Jamur destacou as ações da capital paranaense no âmbito do Projeto de Gestão de Risco Climático do Bairro Novo do Caximba, desenvolvido pela Prefeitura de Curitiba e cofinanciado pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).


Jamur também contextualizou o projeto do Caximba dentro do PlanClima de Curitiba,  que estabelece 20 ações prioritárias para tornar a cidade neutra em carbono até 2050. Ele lembrou que Curitiba é reconhecida internacionalmente por seus parques — hoje são 53 — e que a gestão do prefeito Eduardo Pimentel prevê ampliar esse número para 60, além de plantar 500 mil árvores nos próximos quatro anos como parte da estratégia de mitigação climática e aumento da resiliência urbana.


“É importante enfatizar que buscamos um plano de ação sistêmica, que conecte infraestrutura, meio ambiente e inclusão social. O Bairro Novo do Caximba traduz essa visão: uma iniciativa para atender àqueles que mais precisam em uma região que se transforma a partir das obras”, destacou o secretário.

Ao detalhar o projeto, Jamur destacou os mais de R$ 300 milhões de investimentos na região e os diferenciais sociais da intervenção, como a titularidade prioritária das moradias em nome das mulheres, a instalação de painéis fotovoltaicos, o sistema de captação de água da chuva e a preservação das atividades econômicas locais, garantindo renda e continuidade dos pequenos comércios realocados


Colaboração intermunicipal


Além de Curitiba, também participaram do painel Ayrton Falcão, secretário de Planejamento de João Pessoa; Cláudio Falcão, secretário da Defesa Civil de Rio Branco; Taíza Lucas, coordenadora de Mudanças Climáticas de Belo Horizonte; e Wallace Medeiros, comandante da Defesa Civil de Niterói.


O Circuito Urbano é realizado anualmente pela ONU-Habitat e busca ampliar o debate sobre o desenvolvimento urbano sustentável no Brasil, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030.


Transformação urbana


Localizado no extremo sul da cidade, o Bairro Novo do Caximba está em uma das regiões mais suscetíveis a inundações em Curitiba. O projeto foi concebido para transformar a área em um novo bairro planejado, com moradias seguras, infraestrutura completa e áreas verdes de proteção ambiental. Do total de 1.211 casas previstas, 332 já foram entregues, 439 estão em construção e 440 passam por processo de licitação.


A iniciativa foi desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), com as obras coordenadas pela Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop), execução do programa pela Unidade Técnica de Gerenciamento (Utag) e atuação da Cohab Curitiba no trabalho social e regularização fundiária.


PRO Curitiba


A intervenção integra o Programa de Revitalização e Obras de Curitiba (PRO Curitiba) — o maior programa de obras da história da cidade, que prevê mais de R$ 6 bilhões em investimentos durante a atual gestão (2025–2028). O programa abrange áreas essenciais como mobilidade urbana, habitação social, prevenção a enchentes, saúde, educação, zeladoria, iluminação pública, trânsito e segurança, reforçando a visão de uma Curitiba mais sustentável, inclusiva e resiliente.

 

Foto: Fabio Decolin / SMOP


 
 
 

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