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Prefeito de Fazenda Rio Grande foi flagrado recebendo propina pelo menos três vezes

  • 16 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

16/10/2025


Marco Marcondes (PSD) está preso desde o dia 9 de outubro


Câmeras de segurança flagraram o prefeito de Fazenda Rio Grande, Marco Marcondes (PSD), recebendo propina dentro do condomínio onde ele mora, segundo investigações do Ministério Público do Paraná (MP-PR). Ele e outras cinco pessoas foram denunciadas pelo MP por envolvimento em um esquema de corrupção e desvio de recursos públicos na área da saúde do município, localizado na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Entenda abaixo.

 

No documento da denúncia, Marco aparece em pelo menos três registros se encontrando com alguns dos demais denunciados. Segundo a investigação, em todos esses momentos, o prefeito recebeu pagamentos indevidos. Ele está preso desde o dia 9 de outubro.

 

 

De acordo com o MP-PR, os seis envolvidos foram denunciadas por corrupção ativa e passiva, contratação direta ilegal, peculato e lavagem de dinheiro.

 

A defesa de Marco Marcondes informou que os fatos trazidos na denúncia serão esclarecidos e a inocência dele será provada. Veja abaixo o que dizem as defesas dos denunciados.

 

Conforme o MP, a apuração apontou que o esquema desviou R$ 10 milhões de Fazenda Rio Grande e quase R$ 40 milhões de outras cidades do Paraná, entre 2022 e 2025.

 

Segundo MP-PR, o esquema consistia na contratação direta e ilegal da empresa AGP Saúde LTDA, responsável por serviços de testagem domiciliar (testes rápidos) e levantamento estatístico.

 

A denúncia aponta que a empresa era representada por um "laranja", chamado Samuel Antonio da Silva Nunes, mas era comandada na verdade por Alberto Martins de Faria, que também é auditor do Tribunal de Contas do Paraná. Atualmente ele está afastado do cargo por pedido próprio e, segundo o MP, é considerado o líder do esquema de desvio.

 

O esquema ainda tinha a participação do ex-secretário de saúde e atual secretário de finanças, Francisco Roberto Barbosa. Eles também estão presos desde o dia 9 de outubro.

 

O comentarista esportivo Abrilino Fernandes Gomes, conhecido como Fernando Gomes, também é apontado como intermediador do esquema. Ele é ex-chefe de gabinete no município de Contenda e ex-assessor parlamentar da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná.

 

Gomes também foi preso, mas é o único dos denunciados que foi liberado para responder ao processo em prisão domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica.

 

A mãe de Alberto, Angela Maria Martins de Faria, também foi denunciada pelo MP. Ela é sócia de uma das empresas usadas no esquema de desvio e lavagem de dinheiro.


 
 
 

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