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Pistas do Complexo do Tarumã viram referência do skate

  • 25 de jul. de 2025
  • 3 min de leitura

25/07/2025


Estrutura também se destaca por incentiva a revelação de novos skatistas e por servir de base da Seleção Brasileira


Começa nesta sexta-feira (25), em Curitiba, a terceira etapa do STU National, o principal torneio de skate do Brasil e vitrine para os maiores nomes da modalidade. Mas antes mesmo de os atletas entrarem na pista, o local da disputa já chama atenção: o Centro Nacional de Treinamento de Skateboarding (CNSK8), palco do evento que fica no Complexo Esportivo Tarumã, do Governo do Estado, virou referência nacional por unir excelência técnica, formação de base e impacto social. A ponto de a estrutura ser um dos poucos equipamentos públicos utilizado oficialmente pela Seleção Brasileira da modalidade

 

Fenômeno mundial do skate, o curitibano Gui Khury é um dos nomes que confirmam a força do equipamento. Aos 16 anos, ele já acumula títulos como campeão mundial na modalidade vertical e nove medalhas no X-Games. Foi também o primeiro atleta a realizar a manobra 900 graus em uma competição oficial de park. Criado na capital paranaense, ele conhece bem as curvas e transições do CNSK8 — e garante que a pista está no nível das grandes competições do mundo.

 

“A pista do Tarumã está completa, com boas transições, opções de linha e obstáculos que ajudam a gente a evoluir mesmo. Dá pra treinar várias manobras em sequência, o que é muito importante”, afirma. “A estrutura aqui está bem próxima das pistas olímpicas. A distância dos obstáculos, o flow da pista, tudo isso faz diferença. Quando você chega num evento gringo, já não estranha tanto”.

 

Além da relevância técnica, ele destaca o impacto de uma pista pública como essa para a base do skate brasileiro. “Muda a vida de muitas pessoas. Imagina o tanto de skatistas talentosos que podem surgir com uma estrutura dessas? Incentiva a galera a praticar, a se ajudar. O skate só tem a crescer com isso”, elogia o prodígio da pranchinha.

 

Outro nome de peso que voltou às suas origens nesta etapa do STU é o curitibano Augusto Akio, o Japinha. Bronze olímpico em nos Jogos de Paris-2024 e atual campeão mundial na modalidade park, ele cresceu andando de skate em Curitiba e celebra a importância do evento e da estrutura para o desenvolvimento do esporte.

 

“Essa pista se aproxima bastante de um padrão olímpico. A velocidade, os obstáculos, o desenho, tudo ajuda a gente a se preparar melhor para as grandes competições”, enfatiza. “E o mais importante é que é uma pista pública, feita para ser acessível a todo mundo”, complementa o Japinha.

 

A pista também recebeu elogios de atletas como Ivan Monteiro, destaque do street nacional. “É a melhor pista do circuito STU que já andei”, diz. Já a Yndiara Asp, finalista olímpica em Tóquio-2020, o projeto atende bem a elite do skate brasileiro. “Participei da inauguração da pista e, pessoalmente, considero uma das melhores do Brasil. O formato e o material de alta qualidade com que ela foi construída fazem toda a diferença”, complementa.

 

Com capacidade para 3 mil pessoas, a expectativa é de casa cheia para a competição que começa neste sábado. O evento já está com os ingressos esgotados para os dias de semifinal e final de evento, que ocorrem sábado e domingo respectivamente. Será a estreia da nova pista de street em uma competição profissional – mais um marco para o CNSK8.

 
 
 

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