Pinhão e mel entram no cardápio do Zoo para animais se protegerem do frio

22/05/2022


O pinhão, nativo da região, e outras sementes, são exemplos de alimentos energéticos



Quando as temperaturas começam a baixar em Curitiba, o Zoológico da cidade adota estratégias para manter os animais aquecidos. De acordo com o veterinário Manoel Javorouski, que trabalha há 27 anos no Zoo, as mais importantes adaptações são na alimentação e nos recintos.


“É importante que a dieta de inverno desses animais inclua alimentos mais calóricos, para que tenham mais energia. Alguns dos alimentos são adicionados e em outros casos nós só aumentamos a quantidade”, afirma o veterinário.


O pinhão, nativo da região, e outras sementes, são exemplos de alimentos energéticos e com mais gordura saudável que entram na dieta durante esse período. O mel, em particular, é uma adição importante para a prevenção de problemas respiratórios.


As espécies mais afetadas pelo frio são os primatas e as aves e cada uma recebe atendimento especial de acordo com o comportamento natural.


Recintos

Os recintos abertos para visitação, das aves e dos primatas, já possuem estruturas que os protegem das mudanças de temperatura. O animal é livre para escolher permanecer na área de visitação ou entrar em uma sala com isolamento térmico.


“Esse espaço foi criado para que o animal seja livre para escolher onde quer ficar. No interior, para os primatas pequenos, nós temos uma lâmpada térmica e cobertores, para eles se aquecerem”, explica Manoel. Os chimpanzés e babuínos, que também sofrem com o frio, têm o mesmo equipamento em seus recintos.


As aves que vivem em uma área restrita à visitação, sem a estrutura de alvenaria, recebem proteção adicional contra o vento. Com a baixa na sensação térmica, são colocadas lonas ao redor do recinto para evitar a ventania. “Nós sempre visamos o bem-estar e tranquilidade dos animais que estão sob nosso cuidado”, finaliza Manoel.

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