Pequeno Príncipe bate recorde de internações pela Covid-19

09/06/2021


Semana começou com 22 crianças internadas no hospital



O número de crianças e adolescentes internados no Hospital Pequeno Príncipe na terça-feira (8) com diagnóstico confirmado de Covid-19 bateu, pelo segundo dia consecutivo, o recorde. Na segunta eram 22, sendo 7 internados na UTI, e na terça, passaram a 23. Os números são os mais altos desde o início da pandemia em março de 2020. Na terça-feira, ao longo da manhã, o número de crianças e adolescentes internados chegou a vinte e três. Mais tarde, a quantidade de pacientes infectados com o coronavírus, no Pequeno Príncipe, recuou para vinte, com quatro deles na UTI.


A assessoria do Pequeno Príncipe, maior hospital exclusivamente pediátrico do Brasil, divulgou um alerta nesta manhã de quarta-feira, 9, sobre o aumento de casos de Covid-19 entre crianças e adolescentes, neste segundo ano da pandemia. Só nos cinco primeiros meses de 2021, a instituição confirmou 776 casos, com 105 internações e seis óbitos. Já de março a dezembro de 2020, o Hospital registrou 331 diagnósticos positivos, com 84 internações e cinco óbitos.


Os dados revelam que 29% dos pacientes que chegaram com suspeita da doença ao Hospital, entre janeiro e maio de 2021, tiveram o diagnóstico positivo confirmado. No ano passado, esse índice era de 20%. Já as internações, em números absolutos, subiram de 84 em 2020 para 105 em 2021.


Em junho, só nos sete primeiros dias, 20 pacientes já foram internados. Na última terça-feira, dia 8, o Pequeno Príncipe contava com 28 crianças (de zero a 2 anos) e adolescentes hospitalizados, cinco deles na UTI e um total de 18 casos com o diagnóstico da doença confirmado. Em sua maioria, os pacientes não estavam frequentando a escola, de acordo com relato dos responsáveis pelas crianças.


“O perfil é de criança de mais baixa idade e adolescentes com comorbidades, que ainda não frequenta atividades escolares. Um dos fatores que pode estar aumentando a quantidade de casos de COVID nesta faixa pode estar associado a idade dos pais, que varia de 30 a 50 anos. Hoje, esta é a faixa etária que mais desponta como principal contaminada e, também, o fato de nós começarmos a ter cepas diferentes circulando à medida que a gente demora um pouco mais para vacinar a população", explica o infectologista pediátrico Victor Horácio.

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