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Pela primeira vez, turismo de lazer supera o de negócios em Curitiba

  • 14 de ago. de 2025
  • 3 min de leitura

14/08/2025



O turismo de Curitiba vive um momento inédito. Pela primeira vez, o lazer superou os negócios como principal motivação das viagens à capital paranaense.


A Pesquisa de Demanda Turística 2024, realizada pelo Instituto Municipal de Turismo ao longo do ano passado e divulgada nesta quinta-feira (14/8), mostra que 33,3% dos turistas vieram à cidade para passear, descansar ou participar de atividades de lazer, enquanto 24% vieram a negócios, segmento que, historicamente, liderava o fluxo de visitantes.


Em 2024, Curitiba recebeu 10 milhões de visitantes, sendo 8,2 milhões de turistas e 1,9 milhão de excursionistas (visitantes sem pernoite), um crescimento de quase 10% e 40%, respectivamente, em relação a 2022, ano da pesquisa anterior. O impacto econômico foi de R$ 13,8 bilhões, beneficiando diferentes setores da economia.


Realizada com 2.513 entrevistas e margem de erro de 3%, a pesquisa é a mais abrangente do gênero na cidade.


Segundo o presidente do Instituto Municipal de Turismo, Rodrigo Dalla Bona Swinka, a mudança no perfil dos visitantes é estratégica para o futuro do setor.


“Esses dados oferecem um panorama claro de quem nos visita, por que vem e o que busca na cidade. Eles são fundamentais para direcionarmos as ações de promoção e qualificação de Curitiba como destino turístico, ampliando nossa competitividade e atração de visitantes”, afirmou Swinka.


Perfil e origem dos visitantes


O levantamento revela que a maioria dos turistas vem das regiões Sudeste (38,7%) e Sul (34,5%) do Brasil, com destaque para São Paulo (25%), Paraná (16,1%) e Santa Catarina (11,7%). Os estrangeiros representaram 2,9% do total, principalmente da Argentina, Portugal e Itália.


Mulheres foram ligeiramente maioria entre os visitantes (54%) e a faixa etária predominante ficou entre 25 e 44 anos. A média de permanência dos turistas foi de 3,9 pernoites, com hotéis sendo a principal forma de hospedagem (54,2%).


Motivações e comportamento


O lazer foi o principal motivo das viagens (33,3%), seguido por negócios (24%) e visita a parentes e amigos (18,4%). O automóvel continua sendo o meio de transporte mais utilizado, responsável por 61,5% das chegadas e o aplicativo de transporte é a forma mais comum de deslocamento interno.


As redes sociais tiveram papel relevante na escolha do destino, sendo citadas por 34,4% dos turistas como principal fonte de informação.


Atrativos, gastronomia e avaliação


O Jardim Botânico foi o atrativo mais visitado (58,5% dos turistas), seguido pela Ópera de Arame/Pedreira Paulo Leminski e Parque Tanguá. Na gastronomia, a carne de onça e o barreado foram os pratos mais associados à cidade.


A experiência em Curitiba foi bem avaliada, com nota média de 8,8 entre turistas e 8,6 entre excursionistas. A hospitalidade da população, áreas verdes e qualidade de vida foram os itens mais elogiados, enquanto trânsito e preços receberam as avaliações mais baixas.


Reconhecimento


Um recente reconhecimento internacional reforça o prestígio de Curitiba. A cidade foi listada como uma das dez melhores do mundo para visitar em 2025 pela publicação Lonely Planet, maior editora de guias de viagem do mundoCuritiba foi a única brasileira no ranking.


A capital paranaense também reforçou sua posição como um destino turístico de destaque, com seis de seus principais pontos turísticos sendo reconhecidos com o selo Travellers’ Choice 2025 do TripAdvisor.


O Jardim Botânico foi o grande vencedor, conquistando o prêmio Os Melhores dos Melhores e se posicionando como o 4º melhor atrativo do Brasil e o 5º da América do Sul.


A lista de vencedores da capital paranaense incluiu também os museus Oscar Niemeyer (MON), Paranaense (Mupa) e do Expedicionário e os parques Tanguá e Barigui. O prêmio foi concedido a partir das avaliações positivas de visitantes durante o último ano.


Foto: José Fernando Ogura/SECOM (arquivo)

 
 
 

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