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Paraná promove mutirão de renovação de passaportes para haitianos

  • 23 de mar. de 2022
  • 2 min de leitura

23/03/2022


A ação foi solicitada ao Governo do Estado pela Embaixada do Haiti



O Centro de Informação para Migrantes, Refugiados e Apátridas (Ceim) recebe até esta quarta-feira (23) um grupo de 600 haitianos para a renovação de passaportes e de outros documentos. O serviço é vinculado ao Departamento de Promoção e Defesa dos Direitos Fundamentais e Cidadania, da secretaria estadual da Justiça, Família e Trabalho (Sejuf).


A ação foi solicitada ao Governo do Estado pela embaixadora do Haiti no Brasil, Rachel Coupaud, para atender residentes não só do Paraná, como também de outros estados. Esse é o caso de Moisés Jeudh, que mora em Santa Catarina há quatro anos e trabalha com reciclagem. “Vim renovar o passaporte, fui muito bem atendido e agora posso viajar”, diz.


“O Centro representa mais um esforço da atual gestão em promover oportunidades e acolher com dignidade as famílias que vêm em busca de uma nova vida”, afirma o secretário da Sejuf, Ney Leprevost.


O chefe do Departamento de Promoção e Defesa dos Direitos Fundamentais e Cidadania, Silvio Jardim, explica que o objetivo é auxiliar e prestar todo o suporte aos migrantes e refugiados que chegam ao Paraná. "A maioria dos migrantes que procura o Ceim-PR está entre 30 aos 59 anos e é formada por homens, que buscam trabalho, orientação para elaboração de currículo e para reinserção no mercado de trabalho”, destaca.


ATENDIMENTOS – No Ceim, que recebeu no ano passado o selo MigraCidades 2021 – Certificado em Governança Migratória pela Organização Internacional para Migrações (OIM), da ONU, as pessoas são recebidas por profissionais capacitados, que falam inglês, espanhol, crioulo haitiano, árabe, francês e japonês.


Lá, são encaminhadas para fazer CPF, Cartão de Registro Nacional Migratório (CRNM), protocolo de refúgio e carteira nacional de habilitação; além de outros serviços nas áreas de assistência social, educação, saúde, de garantias de direitos – como aqueles prestados pela Defensoria Pública do Estado – e projetos de capacitação profissional.


Durante os cinco anos de funcionamento, os principais migrantes são da Venezuela (2.517), Haiti (2.242) e Cuba (295).

 
 
 

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