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Paraná atualiza lista estadual de espécies ameaçadas de extinção

  • 8 de jun. de 2022
  • 2 min de leitura

08/06/2022


As listas de espécies ameaçadas são consideradas instrumentos de política pública



O Paraná, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest) e o Instituto Água e Terra (IAT), iniciou as atividades para a atualização e revisão da Lista Estadual de Espécies de Fauna Silvestre Ameaçadas de Extinção. A ação está prevista no Plano de Ação Territorial (PAT) Caminho das Tropas Paraná-São Paulo, trecho que vai da região dos Campos Gerais e Campos de Guarapuava, no Paraná, até o Estado de São Paulo, passando por Itararé.


O PAT é coordenado pela Sedest e pela Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura de São Paulo (Sima). O plano é apoiado no âmbito do Projeto “GEF Pró-Espécies: Estratégia Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas do Ministério do Meio Ambiente”. Os trabalhos serão realizados ao longo de um ano, com previsão de entrega em julho de 2023.


A instituição que vai executar a revisão e atualização da Lista no Paraná é o Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais, selecionada por meio de uma carta convite publicada pela WWF-Brasil, agência executora do Projeto Pró-Espécies.


Segundo o biólogo e pesquisador do Mater Natura, Peterson Trevisan Leivas, o trabalho vai trazer um ganho para a conservação do Estado como um todo e também contribuir para avaliação de risco de espécies ameaçadas em todo o País.


“O estudo vai deixar claro para nós quais são as espécies que merecem atenção e esforços para sua preservação e os ambientes em que as espécies ocorrem. Esse documento também vai dar subsídio à tomada de ações referentes a territórios, como, por exemplo, a criação de unidades de conservação”, disse.


A gerente de Biodiversidade do IAT, Patrícia Calderari, ressalta a necessidade de revisar e atualizar a lista, pois ela está defasada. “Após a última lista publicada, tivemos novos conhecimentos adquiridos, além da ocorrência de outros vetores de pressão. É importante compilar informações das espécies de fauna que ocorrem no Estado do Paraná para subsidiar a avaliação do status de ameaça da fauna estadual”, afirmou.


“A recomendação é que as listas de espécies ameaçadas sejam documentos dinâmicos, revisados a cada cinco anos. Esta é uma grande oportunidade para atualizar os dados das espécies da nossa fauna”, destacou a bióloga e coordenadora de Recursos Naturais e Educação Ambiental da Sedest, Fernanda Braga.


As listas de espécies ameaçadas são consideradas instrumentos de política pública, capazes de subsidiar estratégias de recuperação de espécies e seus habitats, na definição de novas Unidades de Conservação e nos programas de pesquisa e educação ambiental. Também são fundamentais nas análises de impactos ambientais, avaliação de condicionantes e medidas compensatórias em processos de licenciamento.

 
 
 

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