Onça ferida em incêndio no Pantanal recebe tratamento de ozônio

17/10/2020


Macho ganhou 9kg e já caminha sem curativos nas patas



A médica veterinária Karolina Vitorino, que participou do tratamento de uma das onças-pintadas que teve queimaduras nas patas durante um incêndio no Pantanal, conta que a equipe se emocionou com a recuperação de Ousado, como foi batizado o felino que passou por tratamento com ozônio e laser, em Corumbá de Goiás.


"A última vez que a gente fez a aplicação todo mundo se emocionou por saber que a gente tá devolvendo pra natureza um animal que nunca deveria ter saído de lá", disse.


O macho, que já está andando sem curativos, foi transferido de Mato Grosso para Goiás no dia 11 de setembro. Desde então, recebeu um tratamento usado pela primeira vez em onças, com ozônio e laser, além de pomadas homeopáticas nas queimaduras, que ajudaram na recuperação das patas.


"Ele está bem, ganhou 9kg de peso, está pronto para voltar para casa. Já comunicamos os órgãos responsáveis e aguardamos para que seja definido quando isso acontecerá", disse o veterinário Thiago Luczinski.


Depois de receber alta, quem faz a reintrodução do animal no pantanal é o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio). Segundo a presidente do Instituto NEX, Cristina Gianni, por lei, o animal tem que voltar pro local de origem, mas a mata onde a onça vivia foi destruída pelo fogo.


"Os órgãos competentes que estão analisando a área pra onde ele voltaria. Tem que ser uma área com caça e de preferência na região em que ele foi pego", afimou.


A outra onça, uma fêmea batizada de Amanancy, teve queimaduras de terceiro grau nas patas e teve exposição óssea e de tendões. Ela foi transferida para Corumbá de Goiás no dia 20 de agosto e está recebendo aplicação de células-tronco.


Mas uma situação preocupa os veterinários. Como as garras ficaram comprometidas, a onça pode ter que viver em cativeiro para sempre.


"Ela teve lesões de terceiro grau nas queimaduras e perdeu algumas falanges, não tem mais a retração da garra. Então dificilmente, tomara que aconteça um milagre, mas dificilmente ela consegue voltar [para a natureza]. Porque ela não tem como caçar, não tem como escalar, seria difícil a adaptação", explica a veterinária Cristina Gianni.


20 de outubro de 2020

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