Nova Ferroeste garante economia de R$ 700 milhões

05/04/2021


Redução aumenta a viabilidade do projeto que liga Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá



Como resultado da engenharia simultânea entre desenvolvimento de traçado e Estudo de Impacto Ambiental, o percurso planejado para receber a Nova Ferroeste garantiu uma economia estimada de R$ 700 milhões no projeto do modal ferroviário que vai ligar Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá.


Esse foi um dos principais resultados do estudo preliminar de demanda e traçado apresentado neste mês para os governadores Carlos Massa Ratinho Junior (Paraná) e Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul). Os estados são parceiros no projeto.


Material será esmiuçado ao longo desta semana em cinco reportagens especiais. A intenção é explicar a importância da implementação deste novo corredor de exportação que vai unir duas potências do agronegócio mundial.


Começando pelo traçado, nesta segunda-feira (5). Na sequência, falaremos sobre economia, desenvolvimento sustentável e setor produtivo, finalizando com a preparação feita pelo Porto de Paranaguá para receber a nova demanda de grãos e contêineres, entre outros produtos.


Em relação ao traçado, o chamado desconto no Capex (montante de dinheiro despendido na aquisição de bens de capital de uma determinada empresa) se deu porque a análise técnica revelou que o melhor itinerário tem 1.285 quilômetros de trilhos ao invés dos 1.370 incialmente projetados, o que aumenta consideravelmente a viabilidade do projeto.


O documento mostrou que o melhor itinerário para a via férrea partindo de Maracaju passa por cidades importantes dos dois estados como Amambaí, Dourados, Caarapó, Mundo Novo, todas no Mato Grosso do Sul, Guaíra, Cascavel, Guarapuava e Balsa Nova, no Paraná, antes de chegar ao Litoral.


Estão previstas também a instalação de até seis terminais de transbordo e de um ramal ligando Foz do Iguaçu à Cascavel, no Oeste paranaense.

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