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MP denuncia ex-policial por assassinato em bar no Batel

  • 14 de abr. de 2022
  • 2 min de leitura

14/04/2022


Acusação diz que “roubo em jogo de baralho” levou à discussão



O Ministério Público do Paraná (MP-PR) ofereceu denúncia contra ex-policial civil Ninrod Jois Santi Duarte Valente, de 60 anos, pela morte do colega José Augusto Mendes Paredes, 53. Na ação, protocolada nesta quinta-feira (14), o MP-PR sustenta que o crime foi motivado por “um roubo em jogo de baralho”.


O caso aconteceu na madrugada de 3 abril, em um bar no Batel. Um boletim de ocorrência obtido pela reportagem aponta que o dono do estabelecimento viu a vítima e o autor dos disparos chegando juntos em um carro.


O crime foi praticado por motivo fútil, qual seja, o descontentamento em relação ao comportamento e posicionamento da vítima, no contexto de uma discussão havida, momentos antes, em outro estabelecimento comercial, entre o denunciado e uma terceira pessoa. Naquela ocasião, a vítima e essa terceira pessoa jogavam baralho, quando o denunciado, supondo que esta última estava roubando, começou uma discussão, momento em que foi repreendido e contido pela vítima, o que gerou a revolta do denunciado, e, posteriormente, a desproporcional conduta de matar a vítima.


O documento, assinado pelo Promotor de Justiça, Roberto Tonon Júnior, aponta que o suspeito poderá ser indiciado pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.


A Justiça, a partir de agora, irá analisar a possibilidade de acatar, ou não, o júri popular.


Defesa fala sobre a situação

Após a denúncia ofertada pelo MP, o advogado de Valente, Cláudio Dalledone Jr., falou que o seu cliente “teve motivação suficiente para justificar o ocorrido”.


“A denúncia-crime traz uma hipótese criminal precipitada, sem nenhum fundamento fático. É mais do que certo que ela não resistirá ao contraditório e a ampla defesa. O policial Valente teve motivação suficiente para justificar o ocorrido”, argumentou.


Advogado da família do ex-policial civil morto

A defesa de Valente se posicionou por meio de nota enviada à imprensa.


“A família confia na atuação do judiciário, especialmente na atuação da equipe de advogados contratada, que não cessou esforços, dia e noite, até encerrar a apuração de todos os fatos e poder fornecer à polícia todos os dados essenciais a apresentação da acusação que foi feita pelo ministério público. Esperamos que o acusado receba pena adequada e proporcional à barbárie que cometeu e não possa mais praticar nenhum ato de violência contra outro ser humano”, diz a nota.

 
 
 

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