Mercado financeiro em 2021: como investir em um cenário de juros baixos

29/12/2020


Menor taxa Selic da história e inflação alta trazem desafios para as aplicações



O ano foi marcado por altos e baixos. Começou muito bem, janeiro e fevereiro foram meses de crescimento econômico, evolução na arrecadação de impostos, demanda interna aquecida, os juros caindo – uma combinação de fatores promissora. Depois de março, tudo mudou. A covid-19 causou um revés na economia global e as bolsas despencaram em todo o mundo no segundo trimestre. Para 2021, a perspectiva é de que ainda estejamos sob um cenário de pandemia, mas o comportamento do mercado já será de reestruturação – sem quedas nem picos tão acentuados como no segundo e terceiro trimestres deste ano, mas com boas oportunidades de rentabilidade. A análise é dos participantes do Visão Expert, evento online realizado no último dia 21.

Uma grande lição de investimento, segundo os participantes, se fez valer em 2020: observar os ciclos e não se precipitar. "Quem se desesperou quando a bolsa caiu, no segundo trimestre, talvez tenha perdido uma das maiores altas de mercado das últimas décadas no terceiro", afirmou Caio Megale, economista-chefe da XP. Participaram também do Visão Expert Eduardo Cubas Pereira e Renata Ruiz, respectivamente, líderes das áreas de Alocação e de Fundos da Manchester Investimentos, e Ana Laura Magalhães, criadora do canal Explica Ana. Eles falaram sobre os desafios de um ano atípico e as estratégias para construir uma jornada financeira interessante para 2021.

"Durante as primeiras semanas de pandemia, nos mobilizamos para entrar em contato com nossos clientes e avaliar com eles a ampliação de investimentos atrelados à inflação, porque em cenários como este, com a Selic estruturalmente baixa e pontualmente mais baixa do que o ponto em que ela tende a se estabilizar, e com descasamento entre oferta e demanda, além de outros indicadores de instabilidade econômica, é importante que o investidor consiga se defender dos impactos para que não tenha uma rentabilidade real negativa", destacou Pereira. A medida de adotar uma postura proativa desde o início do período de crise, disse ele, se mostrou assertiva.

Renata Ruiz falou sobre as oportunidades de diversificação em fundos multimercado e fundos internacionais, além de câmbio e ouro, cuja valorização despertou a curiosidade dos investidores. "Olhando para o longo prazo, temos acompanhado na grade da XP produtos de primeiríssima linha, em que o investidor pode escolher entre as mais diversas estratégias, e inclusive se deseja ou não uma exposição em Brasil." Há também, segundo ela, os fundos com variação cambial, para os clientes que desejam vincular suas aplicações à moeda forte, e outros ativos diretos, que ajudam muito a descorrelacionar a carteira. Ou seja, para aquele investidor que está entrando um pouco mais em renda variável, é importante ter um ativo que ajude a equilibrar o portifólio", complementa a assessora de investimentos.

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