Justiça suspende investigação contra Tico Kuzma por suspeita de rachadinha
- 3 de ago.
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03/08/2026
Presidente da Câmara foi alvo de investigação do Gaeco

O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Tico Kuzma (PSD), afirmou nesta segunda-feira (3) que o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) suspendeu, em decisão liminar, toda a investigação e os procedimentos relacionados a uma apuração contra ele por suspeita de rachadinha e cobrança de valores para indicações de cargos na prefeitura.
A declaração foi feita durante o pequeno expediente da sessão plenária da Câmara. Segundo Kuzma, a decisão judicial foi tomada no dia 7 de julho. O vereador também afirmou que colaborou com a apuração, solicitou todos os esclarecimentos necessários e que as denúncias anônimas que deram origem à investigação não encontraram confirmação. O processo tramita em sigilo.
A investigação veio a público após uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), realizada no dia 29 de junho. Na ocasião, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão contra o presidente da Câmara, assessores parlamentares e servidores públicos do Executivo municipal.
O Ministério Público apura suspeitas de venda de cargos públicos e da prática conhecida como rachadinha, com a suposta cobrança de valores de pessoas indicadas para funções na administração municipal e de assessores parlamentares.
Segundo o Gaeco, a investigação já era realizada há mais de um ano e buscava reunir provas que confirmassem as suspeitas. Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores e outros equipamentos. Na casa de um dos servidores investigados, foram encontrados cerca de R$ 37,5 mil em dinheiro.
Desde o início da apuração, Tico Kuzma nega qualquer irregularidade. A Câmara Municipal de Curitiba informou que colaborou com o cumprimento das ordens judiciais e permitiu o acesso do Gaeco às dependências do Legislativo.







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