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Jornalista faz apelo contra página ligada a Suzane von Richthofen

  • admjornale
  • 10 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

10/11/2025



A jornalista e colunista Roberta Nuñez fez um apelo público e direto à população para que verifique quem, entre seus amigos e contatos, está seguindo o perfil “SUENTRELINHAS” — uma página de artesanato que, segundo informações, é administrada por Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos próprios pais em 2002.


A jornalista pede que as pessoas parem de seguir e de dar visibilidade ao perfil, que se apresenta de forma neutra, vendendo produtos artesanais e ocultando a identidade de quem o administra.


Reconstrução disfarçada


A página “SUENTRELINHAS” apresenta fotos de chinelos e outros itens artesanais, sempre acompanhadas de frases delicadas e mensagens de gratidão. Produtos com nomes como “Modelo Sereia, na pedraria rosa balé” ajudam a criar uma atmosfera aparentemente inofensiva.


Entretanto, por trás dessa estética leve, encontra-se uma tentativa de reconstrução da imagem pública. A condenada, que cumpre pena em regime aberto, tem utilizado o perfil comercial para comercializar seus produtos sem se identificar.


Para Roberta, esse tipo de estratégia ultrapassa os limites éticos do recomeço.


“Não se trata de impedir a reinserção de alguém na sociedade, mas de refletir sobre o que é moralmente aceitável. Transformar uma história de tragédia e sangue em vitrine digital é desrespeitoso com a memória das vítimas e com a sociedade que ainda carrega as marcas desse crime”, afirmou.


A jornalista relembra que o comportamento de Suzane durante o julgamento foi descrito por investigadores e especialistas como “frio e desapaixonado”. Ela evitava olhar as imagens da cena do crime e chegou a questionar sobre o estado dos pais “com curiosidade banal”.


“Esses relatos não podem ser esquecidos. O mesmo distanciamento emocional de quem participou de um assassinato brutal agora se manifesta na tentativa de construir uma imagem doce e artesanal. É a banalização da tragédia travestida de criatividade”, pontuou Roberta.


Um chamado à consciência coletiva



“Antes de curtir, comprar ou compartilhar, pergunte-se quem está por trás. Seguir também é dar palco, dar lucro e dar voz. Essa não é uma campanha de ódio, é um alerta de consciência. Por justiça, por respeito e por memória”, afirmou.


Roberta conclui a matéria pedindo que o público reavalie o tipo de engajamento que promove nas redes sociais:


“Não podemos permitir que a violência se disfarce de arte nem que a dor seja transformada em mercadoria. O esquecimento não pode virar vitrine.”


Nota de Repúdio


A jornalista Roberta Nuñez reafirma seu repúdio a qualquer tentativa de autopromoção, exploração comercial ou uso de plataformas digitais por indivíduos condenados por crimes graves. O apelo visa conscientizar a sociedade sobre o poder de influência digital e os riscos de normalizar figuras que representam episódios traumáticos da história recente do país.


Foto: Gy Alves


 
 
 

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