Indústria da construção prevê aumento entre 10 e 20% no preço dos imóveis

20/04/2021


Alta nos preços dos insumos e escassez de matérias primas pressionam custos



A alta nos preços dos insumos da construção civil bem como a escassez de alguns itens de matéria prima, essenciais para a continuidade das obras, vêm interferindo diretamente no setor. Além de impactar no prazo de entrega dos empreendimentos, a oscilação de preços na indústria que fornece insumos para a construção já se reflete nos custos de produção. O reflexo no orçamento de quem está em busca da casa própria deve ficar entre 10 e 20% ao longo de 2021, se o cenário não mudar, prevêem operadores do setor.


A engenheira civil Aline Nadolny, gerente de suprimentos da Prestes Construtora, conta que fatores como a alta do dólar e dos combustíveis, redução da produção na indústria e alta demanda do mercado têm interferido, desde o ano passado, na programação e velocidade das atividades nos canteiros. “Os prazos de entrega dos insumos foram aumentando, ao mesmo tempo em que o preço pago por eles quase chega a dobrar, em alguns casos”, relata.


Ela conta que desde novembro do ano passado o aço, um dos principais insumos das obras, tem tido sua produção comprometida, causando reflexos no cronograma das obras. Além disso, os preços subiram 60% nos últimos seis meses. “Temos percebido, de forma geral através de informações da indústria, de associações e entidades reguladoras do segmento, que não existe uma expectativa de mudança no cenário, pelo menos no curto prazo.”


O empresário e presidente da Associação Paranaense de Construtoras, Gabriel Stallbaum, destaca o impacto no preço dos imóveis, aliado à redução do número de lançamentos, provocada pela instabilidade e falta de previsibilidade.


“Infelizmente tem sido necessário o repasse parcial ao consumidor. Na maioria dos casos não é possível repassar o aumento total, para não inviabilizar a venda do imóvel”, destaca. Ele complementa que as altas nos preços, que se iniciaram no segundo trimestre de 2020 e continua neste ano, não era esperada pelo setor. “Estamos apreensivos por conta da insegurança no mercado e por não se saber quando os preços irão se estabilizar”, desabafa.


A Prestes Construtora e Incorporadora, empresa que é a maior no segmento econômico no Paraná, já sinaliza aumento nos seus produtos. O diretor de Inteligência Imobiliária da empresa, Eduardo Consorte, destaca que será difícil manter o valor dos imóveis no patamar atual. “Ainda não reajustamos nossos preços de venda, mas diante da expressividade da alta, em breve o reajuste será inevitável em nosso estoque e nos novos lançamentos”, completa.


Confira alguns aumentos registrados pela Prestes nas compras de insumos nos últimos seis meses:


- Concreto - Aumento de 16%


- Aço - Aumento de aproximadamente 60%


- Alumínio - Aumento de 18%


- Esquadrias de madeira - Aumento de aproximadamente 85%


- Condutores elétricos - Aumento de aproximadamente 70%


- Tubos e conexões em PVC - Aumento de 78%


Sobre a Prestes


A Prestes Construtora nasceu em 2009, no município de Castro/PR. Atualmente, tem sede na cidade de Ponta Grossa e atua no mercado imobiliário com a expertise em projetos e empreendimentos do segmento econômico, com obras em Ponta Grossa, Castro, Tibagi, Guarapuava, Londrina, Cambé, Apucarana, Maringá e Curitiba. O foco de atuação está no desenvolvimento de moradia com atributos voltados à qualidade de vida e bem-estar dos moradores. Com expansão no Estado do Paraná, também passou a investir em negócios que contemplem o mercado de médio padrão. Com mais de mil colaboradores diretos e indiretos e em franca expansão, a Prestes já entregou mais de 5 mil unidades habitacionais e tem outras 4 mil em execução

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