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Impedido de entrar nos EUA, árbitro retorna à Somália e é recebido como herói

  • 10 de jun.
  • 1 min de leitura

10/06/2026


Omar Artan, árbitro com patente da Fifa, estava escalado para trabalhar na Copa


Reprodução
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Árbitro da Copa do Mundo da Somália, que foi impedido de entrar nos Estados Unidos, chegou nesta quarta-feira (10) à capital Mogadíscio, onde foi recebido por uma multidão de apoiadores e autoridades.

 

Omar Artan estava prestes a se tornar o primeiro árbitro da Somália a atuar em uma Copa do Mundo, após ser incluído na lista final da Fifa para o torneio. Ele é considerado um dos principais árbitros da África e foi eleito o melhor árbitro masculino do continente em 2025.

 

No sábado (6), ele foi barrado no Aeroporto Internacional de Miami por “questões de verificação”, segundo o Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA, sem detalhar quais eram essas preocupações. A Fifa, em seguida, o retirou da lista de árbitros do torneio.

 

De acordo com a Embaixada da Somália no Quênia, que processou o visto, Artan havia recebido autorização para viajar aos EUA na semana anterior.

 

Ele retornou a Mogadíscio com uma recepção de herói no aeroporto, onde agradeceu ao governo e ao povo da Somália, além da Fifa, pelo apoio.

 

“Prometo a vocês, se Deus quiser, que estarei presente na próxima edição”, disse ele, enquanto centenas de apoiadores agitavam bandeiras da Somália. “Quero que o público somali se conforte com isso e mantenha a confiança.”

 

A decisão incomum dos EUA de negar a entrada a um árbitro nomeado pela Fifa para atuar em um país-sede da Copa gerou indignação mundial e levantou dúvidas entre alguns torcedores sobre a capacidade dos Estados Unidos de sediar a competição.


 
 
 

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