Greve de fome dos professores estaduais completa 100 horas

23/11/2020


Categoria é contra o concurso para PSS confirmado pelo governo



A greve de fome dos educadores da rede pública estadual, na porta do Palácio Iguaçu, completou 100 horas na tarde desta segunda-feira (23). O movimento, organizado pela APP-Sindicato e iniciado às 10h30 da última quinta-feira (19), pede a revogação do edital do processo seletivo simplificado (PSS) n. 47/2020 e o atendimento de outras demandas para evitar o desemprego de cerca de 30 mil professores e funcionários de escola, até o final deste ano.


O edital prevê a realização de prova presencial para 100 mil pessoas durante a pandemia. A promessa é contratar apenas 4 mil professores para contrato válido por apenas um ano. Na manhã desta segunda, último dia para inscrição, o governo divulgou uma nota informando que o processo e a prova estão mantidos. A atitude causou indignação.


“Denunciamos mais uma vez o governo do estado, porque havia a expectativa da categoria e da população de que ele, governador eleito, tivesse o bom senso e a prudência de não autorizar a realização de uma prova em meio a pandemia”, comentou a secretária de Finanças da APP-Sindicato, professora Walkiria Mazeto.


Em comunicado transmitido na página do Sindicato no Facebook, Walkiria informou que a greve de fome continua. De acordo com a dirigente, o comando de greve se reúne na tarde de hoje e divulgará os próximos passos da luta no final do dia. Ela também orientou os professores PSS que precisam garantir a possibilidade de emprego no próximo ano a fazer a inscrição.


“Fazer a inscrição não significa concordar com a política adotada por este estado. Nós continuamos em luta. A greve de fome continua. A prova está marcada para o dia 13 de dezembro e batalharemos até o nosso último esforço para que ela não se realize, garantindo a vida das pessoas”, disse.


Além da revogação do edital e da prova, a categoria reivindica a renovação dos contratos de professores e funcionários de escola atualmente contratados de forma temporária pelo processo seletivo simplificado, o pagamento do salário mínimo regional e de promoções e progressões, concurso público para suprir o déficit de educadores, além da manutenção das turmas de ensino noturno nas escolas incluídas no processo de migração para o modelo cívico-militar.


O Sindicato denuncia que o governo violou a legislação ao incluir pelo menos 117 colégios que, por oferecer aulas no período da noite, não poderiam fazer parte do programa. Caso a medida não seja revista, o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Silva Leão, afirma que cerca de 400 turmas serão fechadas e os estudantes, a maioria jovens e adultos, terão suas matrículas canceladas nas instituições.


O ato extremo da greve de fome começou com 47 pessoas. No momento 19 professores e funcionários de escola mantêm a resistência. Uma estrutura com médicos e enfermeiros permanece no local 24h horas dia prestando atendimento e monitorando os sinais vitais dos educadores.


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