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Gasolina e alimentos pressionam e prévia da inflação sobe para 0,89%

  • 28 de abr.
  • 2 min de leitura

28/04/2026


Guerra contribui para aumento no preço dos combustíveis em abril


Agência Brasil
Agência Brasil

O preço dos alimentos e dos combustíveis pressionaram o bolso do brasileiro em abril e fizeram a prévia da inflação do mês fechar em 0,89%. O resultado fica acima do apurado em abril (0,44%) e é o maior desde fevereiro (1,23%).

 

Em 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), conhecido como prévia da inflação oficial, acumula 4,37%. Nos 12 meses terminados em março, o IPCA-15 estava em 3,9%.

 

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Para chegar à prévia da inflação do mês, o IBGE pesquisa o preço de nove grupos de produtos e serviços. Confira a evolução e o impacto em pontos percentuais (p.p.):

 

- Alimentação e bebidas: 1,46% (0,31 p.p.)

 

- Transportes: 1,34% (0,27 p.p.)

 

 -Saúde e cuidados pessoais: 0,93% (0,13 p.p.)

 

- Habitação: 0,42% (0,07 p.p.)

 

- Vestuário: 0,76% (0,04 p.p.)

 

- Despesas pessoais: 0,32% (0,03 p.p.)

 

- Artigos de residência: 0,48% (0,02 p.p.)

 

- Comunicação: 0,48% (0,02 p.p.)

 

- Educação: 0,05% (0,00 p.p.)

 

Dentro do grupo alimentação e bebida, o resultado foi influenciado, principalmente, pela alta na alimentação no domicílio, que acelerou de 1,10% em março para 1,77% em abril. Os produtos que mais contribuíram para essa alta foram:

 

- Cenoura (25,43%)

 

- Cebola (16,54%)

 

- Leite longa vida (16,33%)

 

- Tomate (13,76%)

 

- Carnes (1,14%)

 

A alimentação fora do domicílio subiu 0,70% (o dobro do mês de março (0,35%).

 

O economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Felipe Queiroz, diz que um dos motivos para a alta nos alimentos é o processo de entressafra.

 

“A menor produção de alguns itens, inclusive leite, tem pressionado o indicador”, afirma.

 

Combustíveis

A alta do grupo transportes é explicada pelos combustíveis, que subiram 6,06% no mês. De todos os 377 subitens (produtos e serviços) pesquisados pelo IBGE, a gasolina foi o que mais pressionou o IPCA-15, com alta de 6,23%, o que representa impacto de 0,32 p.p. O óleo diesel subiu 16% no mês, com impacto de 0,04%.


 
 
 

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