Flávio Bolsonaro pede a embaixadores que enviem observadores nas eleições
- 23 de jul.
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23/07/2026

O pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (RJ), pediu na terça-feira, 21, durante um encontro com embaixadores estrangeiros, que seus países enviem "a maior quantidade de observadores possível" para supervisionar as eleições brasileiras em outubro.
"Não estou questionando o sistema de eleição brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possível para nossa eleição e pessoas que têm conhecimento sobre essa tecnologia", declarou Flávio, durante reunião organizada pela agência Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report, em Brasília.
Representantes das embaixadas no Brasil de Estados Unidos, China, Israel, Alemanha e Reino Unido - além de outros 35 países - estavam presentes no evento. Além deles, enviados de dois blocos: a União Europeia, que reúne 27 Estados-membros; e a Liga dos Estados Árabes, com 22 membros, incluindo Arábia Saudita, Egito e Emirados Árabes Unidos.
Em seu discurso, Flávio afirmou que um documento da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, apontou manipulação nas eleições venezuelanas de 2010. "Uma das suspeitas é de que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana... Uma das suspeitas é de que tenha havido uma programação para alteração das votações naquele país nas eleições de 2010", disse. "Só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana", afirmou o senador.
'Falsas'
Em 2020, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nota em que nega o uso de aparelhos da Smartmatic. "São falsas as mensagens que circulam nas redes, segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil. Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do País", disse a Corte.
Flávio afirmou também que seu pai, Jair Bolsonaro (PL), está preso justamente por um encontro com diplomatas. O ex-presidente também questionou a segurança do sistema de votação brasileiro. "Jair Bolsonaro está inelegível após reunião com os embaixadores Alguém que tinha uma preocupação com a transparência e a segurança do nosso sistema eleitoral e apenas manifestou suas preocupações para que os embaixadores levassem essa preocupação para os seus países."
O senador disse ainda que, se eleito, vai organizar a legislação envolvendo temas energéticos e que seu eventual governo não deixará de incentivar o uso de combustíveis fósseis. "Vamos organizar todo esse conjunto de legislação que trata de energia e garantir que todos os tipos de energia, principalmente as limpas, sejam mais potencializados no Brasil, mas não abriremos mão da exploração de energia de origem fóssil", declarou.
Flávio voltou a defender a segurança jurídica e a flexibilização de licenciamento ambiental, além de uma modernização legislativa para favorecer a construção de data centers no Brasil. O senador também disse que o Brasil retomará as articulações para ingressar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo que reúne os países desenvolvidos. "Durante o governo Bolsonaro, trabalhávamos para que o Brasil entrasse para a OCDE. Vamos retomar esse caminho, para que o Brasil melhore seu grau de investimento."
Crédito e Foto: Estadão Conteúdo







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