Fazenda Rio Grande decide aderir ao Decreto Estadual

28/02/2021


Prefeito anunciou a decisão na noite deste domingo



“Mesmo sem o objetivo de prejudicar nossas atividades e todo o setor produtivo, tivemos que tomar de forma dolorosa na última sexta-feira, as medidas restritivas impostas pelo governo do estado no combate ao Covid-19, pois chegamos em um nível alarmante da pandemia, em que não há leitos de UTI, e devemos prezar pela vida, pelas famílias”, disse o prefeito de Fazenda Rio Grande, Dr. Nassib.


O prefeito esteve na Câmara de Vereadores neste domingo (28), para explicar as medidas restritivas adotadas pelo governo do estado na última sexta-feira (26) que impõe toque de recolher entre as 20 e 5 horas, além do fechamento do comércio e outras atividades até o dia 8 de março. Nesta semana, será criado um comitê de avaliação e combate à Covid-19 no município.


Acompanhado do secretário de Saúde, Anderson de Rezende e do procurador Marcelo Molinari, Dr. Nassib lamentou a restrição das atividades e se solidarizou com as famílias e toda a população fazendense.


“São medidas que infelizmente estão acima de nós, defendi nossa economia, o setor produtivo e pensei em nossa população, nas crianças que precisam ir à aula, mas chegamos em um ponto que precisamos acatar a decisão que é estadual”, avaliou.


Na sexta-feira (26) o Paraná contava com 94% dos leitos de UTI ocupados e 578 pessoas na fila de espera. Nesta semana, deverá ser criada uma comissão de avaliação sobre a situação.


Dr. Nassib também mostrou com transparência a situação da saúde na Região Metropolitana de Curitiba. “Infelizmente chegamos a um ponto em que não há mais leitos de UTI, uma situação muito crítica, entendo o potencial econômico de nosso município e de forma alguma queremos prejudicar o setor produtivo, porém, é uma determinação que reflete a gravidade da pandemia”, avaliou.


O prefeito afirmou que no dia anterior ao decreto estadual manifestou sua preocupação com a população e argumentou nas reuniões regionais e com o governo estadual que a economia poderia ser prejudicada.


“Tentamos olhar com mais cuidado alguns segmentos, mas agora não podemos criar exceções e depois pagarmos o preço. Não há condições para isso e ao conversarmos com o governador ele nos mostrou o quadro que o estado está.”, disse.


O procurador Marcelo Molinari disse que a situação foi avaliada em conjunto e se tentou um consenso que não prejudicasse os setores. “Sabemos da importância que o comércio e toda a cadeia produtiva tem, tivemos conversas com outros municípios, mas em virtude da situação em que chegamos, precisamos acatar; procuramos o melhor, mas se não acatarmos o decreto teremos que dar explicações ao Ministério Público”, comentou.


O secretário de Saúde, Anderson de Rezende, disse que “não há perspectiva de melhoria nos próximos sete dias, resultado de aglomerações à noite que refletem na saúde; nos hospitais não há oxigênio”, concluiu.


A reunião foi considerada positiva pelas autoridades e houve o comprometimento de todos os segmentos de encontrar uma solução de consenso para a crise provocada pela pandemia.


A sessão foi acompanhada pelos secretários municipais, todos os vereadores, representantes da Acinfaz e setor produtivo.

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