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Ex-Lava Jato, juiz federal é flagrado furtando bebidas

  • Foto do escritor: JORNALE
    JORNALE
  • 16 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

16/12/2025


Eduardo Appio colocou a garrafa em sacola e saiu


O juiz federal Eduardo Appio, da 18ª Vara de Curitiba, foi filmado furtando garrafas de champagne de um supermercado de Blumenau, Santa Catarina. Os vídeos foram gravados pelas câmeras de segurança do estabelecimento e mostram três ocasiões em que o magistrado pegou garrafas da bebida, as colocou em sacolas que ele já levava consigo e deixou o local sem pagar pelo produto.

 

O juiz foi identificado após registro de boletim de ocorrência sobre furtos de dois champagnes da marca Moët, com valor de venda de R$ 399 cada.

 

Um primeiro furto ocorreu em 20 de setembro e outro, em 4 de outubro. Nas imagens, é possível ver o momento em que Appio pega uma garrafa da gôndola, circula pelos corredores e, depois, coloca a bebida numa sacola. Num dos casos, ele até passa outros produtos pelo caixa, mas não paga pelo champagne. Os vídeos gravados pelo sistema de monitoramento do supermercado mostram ainda uma terceira tentativa de furto, mas que foi frustrada pela equipe de segurança.

 

As informações repassadas à polícia nos BOs apontavam a descrição do autor do furto e também a placa do carro em que ele deixou o local. Essa última informação levou diretamente ao juiz que, em 2023, substituiu o ex-juiz e hoje senador Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba, berço da Operação Lava Jato.

 

Como o suspeito apontado pelas investigações é juiz federal, as investigações sobre o caso foram repassadas pela Polícia Civil ao Tribunal Regional Federal, único órgão que pode investigar magistrados de primeiro grau.

 

As filmagens que mostram o juiz furtando as garrafas vieram à tona agora, mas o caso já rendeu consequências ao juiz federal, ainda em outubro. Eduardo Appio foi suspenso do cargo e responde um processo administrativo disciplinar por decisão da Corte Especial Administrativa do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). O processo apura a conduta do juiz e possíveis punições ao magistrado.

 

Por meio de nota à afiliada da Rede Globo, o juiz federal Eduardo Appio classificou o caso como “fake news” e afirmou que sofre perseguições.


 
 
 

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