EUA afirmam já ter assinado acordo com Irã
- 15 de jun.
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15/06/2026
Documento foi assinado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, por seu vice, J.D. Vance, e pelo presidente do Parlamento do Irã, Mohammed Qalibaf

Os Estados Unidos e o Irã já assinaram o acordo para o fim da guerra no Oriente Médio. A assinatura ocorreu de forma eletrônica, disse nesta segunda-feira (15) o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, à rede norte-americana ABC.
O presidente Donald Trump afirmou, no entanto, que o texto final só deve ser divulgado após sexta-feira (19), quando acontecerá uma cerimônia formal de assinatura em Genebra, na Suíça.
O governo Trump entende que Qalibaf está autorizado pelo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, a negociar e assinar o documento em seu nome.
Segundo a Reuters, o acordo de paz prevê a abertura imediata do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio marítimo dos EUA ao Irã (leia mais abaixo).
Cerimônia presencial e incertezas sobre o texto
Uma cerimônia para a assinatura presencial foi marcada para esta sexta-feira (19) em Genebra, na Suíça. Trump afirmou que Vance irá ao país europeu para a cerimônia. Ainda não se sabe, no entanto, quais outras autoridades norte-americanas e iranianas comparecerão ao evento.
De acordo com os EUA e o Irã, discussões técnicas para aprofundar o tratado entre os dois países serão iniciadas mais tarde nesta semana. O texto final do documento será divulgado após assinatura na sexta, segundo Trump.
O tratado entre EUA e Irã também prevê o alívio de sanções e descongelamento de bens de Teerã, porém isso ainda não ocorreu. Segundo a Reuters, os EUA estão prontos para fazer isso, porém aguardarão para ver a postura dos iranianos. Trump disse que não aliviará nada para o Irã "até que façam o que devem fazer".
A fala de Trump deixa claro que a desconfiança entre Washington e Teerã permanece apesar da assinatura do acordo. O Ministério das Relações Exteriores iraniano disse nesta segunda que o país ainda nutre uma "profunda desconfiança" em relação aos EUA.
Sem pedágio, mas com 'taxa de serviço'
Na noite de domingo (14), Donald Trump afirmou em entrevista ao jornal "The New York Times" que o acordo assinado entre EUA e Irã prevê que não haverá cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz.
No entanto, o Irã disse nesta segunda (15) que passará a cobrar uma "taxa por serviço" de navios que cruzarem a via marítima.
"Sempre afirmamos que não pretendemos cobrar taxas de trânsito, mas serão cobradas taxas por serviços de navegação, proteção ambiental, seguro de navios e outros serviços necessários", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei.
O Irã, cujo território margeia a maior parte do Estreito de Ormuz, controla, na prática, o trânsito pelo canal, por onde circulam navios transportando cerca de 20% do petróleo e gás consumidos no mundo.







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