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Escolas estaduais promovem aulas de crochê para estimular a concentração

  • 11 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

11/09/2025


No Colégio Estadual Olívio Belich, no bairro Cajuru, as aulas são eletivas e funcionam em duas turmas


Habilidades manuais e criatividade estão em alta em dois colégios estaduais de Curitiba com aulas de crochê disponibilizadas para os alunos. A iniciativa permite o desenvolvimento de coordenação motora e estimula a concentração e a paciência dos adolescentes do ensino integral.

 

São dois projetos na cidade. No Colégio Estadual Olívio Belich, no bairro Cajuru, as aulas são eletivas e funcionam em duas turmas, trabalhando o crochê e a tecelagem com os alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental.

 

“Ano passado, durante as aulas de Empreendedorismo e Projeto de Vida uma das professoras começou a trabalhar ‘fuxico’ com os alunos, percebemos que aumentou a concentração e eram aulas mais relaxantes. Isso impulsionou que nós pensássemos em eletivas com duas aulas semanais, no primeiro semestre tivemos uma turma e agora no segundo semestre conseguimos transformar em duas turmas devido à procura”, explica a diretora Adriana Maia.

 

Na sala de aula, ao invés do burburinho das conversas, o silêncio da concentração chama a atenção de quem passa pelos corredores. Da porta da sala para dentro, todos estão focados em seu trabalho e atentos às dicas dadas pela professora de história, Célia Regina Piovezan, que trabalha a eletiva de crochê.

 

“A maioria deles nunca nem mexeu em uma agulha e eles têm algumas opções para trabalhar, oferecemos lã para fazer gorro e cachecol e fio para fazer tapetes ou bolsas. Um fato interessante é que a turma tem vários meninos, eles gostam muito e estão desenvolvendo a ‘sintonia’ fina que o crochê ou tricô exige”, conta.

 

O aluno do 6º ano, Jerson do Nascimento de Souza, de 11 anos, começou a participar das aulas no segundo semestre e já mostra habilidade com a agulha. “Meus amigos vieram [fazer as aulas] e eu vim junto, porque eu pensei que era legal. E é legal, realmente. Eu sinto que fico mais concentrado e acho importante aprender, se você quiser uma fonte de renda, isso vale né?”, conta o estudante.

 

Recém-chegada na escola, Mayara Emily Nepomoceno Tartari (13) é estudante do 8º ano e já se rendeu ao crochê. “Eu acho muito legal porque parece que acalma a gente. Às vezes a gente está estressado, e se você pega e foca, consegue acalmar e fazer alguma coisa. Minha amiga faz uns ursinhos que também quero tentar fazer, mas primeiro preciso aprender”, diz.

 
 
 

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