Em dois meses, Operação Inverno 2025 fez quase 13 mil abordagens
18/07/2025
Equipes da FAS têm percorrida as ruas de Curitiba nas noites frias

Em desenvolvimento desde 15 de maio, a Operação Inverno 2025 já fez 12.981 atendimentos a pessoas em situação de rua em Curitiba. Coordenada pela Fundação de Ação Social (FAS) e pela Defesa Civil, a ação busca proteger a população mais vulnerável durante os meses mais frios do ano. O trabalho seguirá até 22 de setembro, mas poderá ser estendido caso o frio continue na cidade.
O número de abordagens representa o total de atendimentos realizados pelas equipes, e não de pessoas, já que um mesmo indivíduo pode ter sido abordado mais de uma vez. Do total, 59,4% (7.711) ocorreram depois de solicitações feitas pela população à Central 156, o que demonstra a preocupação dos curitibanos em proteger quem está na rua em desabrigo.
Outros 37,9% (4.925) foram resultado da busca ativa das equipes da FAS, que percorrem a cidade à procura de pessoas em situação de rua, e 2,7% (345) partiram de pedidos feitos por telefone por terceiros.
Para o presidente da FAS, Renan de Oliveira Rodrigues, a Operação Inverno é um esforço coletivo que reúne estrutura, pessoas e cuidado.
“Nosso objetivo é que ninguém precise enfrentar o frio nas ruas geladas. Temos uma rede preparada para acolher com dignidade e contamos com o apoio da população para chegar a quem mais precisa”, diz.
Ações intensificadas
Em dois meses de operação foram realizadas 24 ações intensificadas de acolhimento, desencadeadas sempre que as previsões indicaram temperaturas iguais ou abaixo de 8 °C, o que aumenta o risco de hipotermia. Somente no mês de julho foram registradas 11 noites consecutivas de ações de reforço.
Aceites e recusas
Entre as 12.981 abordagens, 4.727 resultaram no acolhimento das pessoas abordadas, que aceitaram seguir com as equipes para as unidades da rede municipal. Em 5.942 situações, os abordados preferiram permanecer nas ruas, mas receberam orientações sobre os riscos do frio e sobre os serviços disponíveis. Em outras 2.312 abordagens, as pessoas se recusaram a falar com os educadores sociais.







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