Deixa Falar leva à Marechal Deodoro a força e a presença dos tambores na história da música
- 5 de fev.
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05/02/2026

A Deixa Falar, escola mais jovem do carnaval curitibano, mas que garantiu seu posto no Grupo Especial logo na estreia em 2020, vai narrar a evolução do tambor na música ao longo da humanidade.
Os desfiles do Grupo Especial ocorrem na noite de sábado (14/2) e entram na madrugada de domingo (15/2), na Rua Marechal Deodoro, no Centro. A Deixa Falar é a penúltima agremiação a desfilar, à 1h05.
A escola apresentará o enredo Tambores, Herança Ancestral, Essência da Vida, que mostra a percussão como meio de comunicação dos povos primitivos chegando até os ritmos modernos marcados pela presença do tambor em ritmos como o axé e o afroreggae.
O tema celebra as heranças africanas e indígenas ligadas ao instrumento, em um samba cheio de ancestralidade. A Deixa Falar quer destacar a presença do tambor como força nas festividades, religiões e no folclore brasileiro.
Na Marechal estarão 15 alas divididas entre mais de 500 componentes, além de três carros alegóricos.
"O público vai assistir a um desfile com muitas cores, variedade de materiais e surpresas. Vamos passar por bumba-meu-boi, África e pela música urbana chegando ao samba”, revela Marcelo Nunes, diretor da Deixa falar.
Conheça a Deixa Falar
Será o quarto desfile da escola de samba, fundada em 2020 no dia da Consciência Negra (20/11). Apesar de nova, a escola é formada por uma diretoria com vasta experiência carnavalesca, marcada pela troca de experiências com escolas de outras cidades do país.
No carnaval de 2025, a Deixa Falar encantou o público com um desfile celebrando a tradição das benzedeiras, além de sua ala de inclusão, formada exclusivamente por pessoas com deficiência e neurodivergências.
Letra do samba-enredo da Deixa Falar
É nó na madeira, acende a fogueiraA pele no couro, esquenta o tamborO som que ecoa, essência da vidaO povo da Deixa chegou
Vem da naturezaEssa divina criaçãoQue pulsa dá ritmo a vidaTocando dobrado no meu coraçãoHerança, ritual dos DeusesRaiz que emana da corCultura de povosArte e vigorDe tantas histórias, a glória, ressoou
Nosso canto é de fé gira baianaNa magia do axé senhora africanaCurando o corpo minha alma está felizbatuque é raiz
Ciranda ê cirandaDe caboclinho, IjexáTem Caxambú, congada, carimbóTem xaxado, tem forróNo folclore BrasileiroEntra na roda amor bate na palma da mãoMaracatu é festa é emoçãoDeixa o caldeirão ferverTimbalada, olodum, afroreggaeVermelho grená meu pavilhãoDos mestres inspiração Ancestral meu carnaval
Foto: Luiz Pacheco/FCC







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